16 Fevereiro 2011
Transacções de investimento imobiliário registam subida
A actividade de investimento imobiliário em Portugal somou €730 milhões em 2010, um valor que ultrapassa as previsões iniciais da consultora Cushman & Wakefield (C&W). Os números são animadores dada a conjuntura actual, reflectindo uma dinâmica superior à registada em 2008 e 2009, anos de má memória para o mercado.
A C&W reviu em alta os valores de 2010 para a actividade de investimento imobiliário em Portugal, depois de analisar os dados de fecho de ano dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) nacionais.
«O volume de investimento em activos imobiliários em Portugal em 2010 foi de 730 milhões de euros, representando um crescimento de cerca de 25% face a 2009. O segundo semestre do ano foi especialmente activo, tendo os negócios realizados neste período representado 63% do total».
A consultora esclarece que «a origem do capital investido em Portugal em activos imobiliários de rendimento foi maioritariamente nacional (mais de 70%), com os fundos imobiliários a intervirem na esmagadora maioria dos negócios e contribuírem com cerca de 55% para o volume total investido. Destaque para os FII abertos, cujo valor de investimento ultrapassou os €300 milhões».
A condicionar a dinâmica do investimento em activos imobiliários tem estado o investimento estrangeiro em Portugal, em queda nos últimos anos. «As constantes notícias sobre a crise da dívida soberana e a sustentabilidade da dívida pública nacional fizeram com que a actividade dos investidores estrangeiros em Portugal ficasse próxima da estagnação. Esta redução de interesse por parte dos investidores estrangeiros foi parcialmente compensada pela actividade dos FII nacionais, que protagonizaram o mercado em 2010», avança a consultora.
Luís Rocha Antunes, partner e director do departamento de investimento da C&W, observa: «Embora se adivinhe um cenário difícil para o país, este pode ser um primeiro sinal da recuperação da actividade de investimento institucional no imobiliário português, sendo expectável que neste ano se voltem a registar taxas de crescimento do volume investido. Confirmada uma maior actividade por parte dos fundos nacionais, resta atrair novamente investidores estrangeiros que reconheçam o enquadramento favorável que vive hoje o nosso mercado, confirmado pelo ajustamento de preços, a menor concorrência entre compradores, e pela sua transparência e maturidade. No entanto, a credibilidade internacional do nosso país em termos económicos e financeiros, continuará a ter um papel decisivo nesta atracção de investimento estrangeiro».
Fonte: C&W/Casa Sapo
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