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07 fevereiro 2017

Turismo, Construção e Imobiliário poderão continuar a ser os motores da embarcação em 2017!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário


De acordo com o INE- Instituto Nacional de Estatística, o indicador de confiança dos consumidores portugueses atingiu no início deste ano os níveis registados em 2000, sobretudo devido às perspectivas quanto à evolução do desemprego e às expectativas quanto à situação económica do País. Segundo o Eurostat, Portugal registou o 3º maior recuo no desemprego (2%), entre os países membros da zona euro. É uma excelente notícia e um crédito para a actual governação. Também os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, comércio e serviços e na construção e obras públicas. 

A confiança interna percepcionada por consumidores, empresários e investidores não sendo condição suficiente, é uma condição necessária para um clima económico favorável em 2017. Com a relação défice/ % do PIB controlada, um crescente nervosismo dos mercados financeiros face à dívida pública poderá ensombrar este cenário favorável. Apesar desta e outras ameaças, instabilidade fiscal e legislativa, ineficiência e insuficiências dos serviços públicos de regulação e fiscalização, o aumento da procura turística tem sido acompanhado pelo crescimento da procura imobiliária internacional de investidores e potenciais residentes permanentes ou temporários. 

Investidores institucionais em busca de “yeld”, o preço / metro quadrado “prime” em Lisboa é de 8.000,00 euros, abaixo dos 10.000,00 em Madrid, 12.000,00 em Berlim, 18.000,00 em Paris e 27.000,00 em Londres e compradores estrangeiros em busca de abrigo fiscal, autorização de residência ou simplesmente de um porto seguro e aprazível para a sua reforma. Por outro lado com rentabilidades entre 5 e 7%, mantém – se como “spot view” dos investidores globais e ainda recentemente os relatórios “Emerging Trends in Real Estate Europe” e “Annual Global Retirement Index” colocam Portugal no “Top 10” dos destinos de investimento imobiliário na Europa e de atractividade para viver a reforma à escala global. Prestigiados “mídia” internacionais como “Travel + Leisure”, “Condé Naste”, “The Huffington Post”, “Bloomberg” e “themovechannel.com” mantêm Portugal no “Top of Mind” de turistas, investidores e compradores de imóveis à escala global. 

Na recente edição da Fitur – Feira Internacional de Turismo, evento que realiza anualmente em Madrid, Ana Godinho, secretária de Estado do Turismo, anunciou um “road show” para captação de investimento internacional em diversos mercados emissores como China, Índia, EUA e Brasil. São iniciativas da maior relevância a par de outras como as missões empresariais que a Fundação AIP com o apoio da APEMIP e CIMLOP tem vindo a realizar, no sentido da promoção do destino Portugal. Mas de que valerá todo este esforço e investimento promocional se os serviços públicos que regulam e fiscalizam se mantiverem insuficientes e inoperantes? 

Hoje muitos milhões de euros em investimentos imobiliários estão bloqueados a aguardar a regularização da atribuição de” vistos gold” que se arrasta há longos períodos, particularmente a investidores chineses. Hoje muitos milhões de euros em investimento turístico e hoteleiro estão bloqueados por uma teia de procedimentos burocráticos sujeitos ao livre arbítrio de quem “despacha” e de uma multiplicidade de entidades licenciadoras que se atropelam e muitas vezes se contradizem. Portugal continua na moda, na rota dos destinos de investimento internacional e é necessário prosseguir a promoção concertada dos operadores turísticos e imobiliários junto dos mercados emissores. 

A reabilitação urbana de Lisboa, Porto e de outras cidades poderá continuar a despertar o interesse dos investidores. Cabe aos legisladores e decisores criarem as condições para que esses investimentos se concretizem. Temos vontade, condições naturais e recursos humanos para que tudo dê certo mas não chega. O investimento global é competitivo, muitos destinos concorrentes na Europa vivem na expectativa que falhemos.
Os investidores precisam de regras claras e estáveis ao nível da fiscalidade e legislativo e serviços públicos que funcionem. Cabe ao Estado ditar as regras e penalizar os incumpridores. É preciso agir.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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