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03 abril 2017

Porto Lidera

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur


Para os mais distraídos, pode ser uma absoluta novidade. Mas, em boa verdade, não é. Os números vêm agora confirmar aquilo que já há muito sentíamos: o Porto é o distrito que tem a maior procura imobiliária. Tendo mesmo destronado Lisboa nesse ranking, esta região do Norte, na nossa opinião, ainda está aquém das suas potencialidades em termos de mercado imobiliário. 

Mas, vamos aos números que foram dados a conhecer após um estudo da APEMIP. É no distrito do Porto que recai a maior fatia do “apetite” pelo mercado imobiliário em Portugal, concentrando 39,6% do total da procura, seguido por Lisboa, com apenas 23,1% e Faro, com 11,2%.
O Porto a liderar por uma diferença superior a 13 pontos percentuais em relação à capital do país, pode até parecer estranho para quem esteja com menos atenção ao fenómeno imobiliário no nosso país, mas não a quem, como nós, está no terreno com operações nas duas maiores cidades portuguesas.
Como complemento e sustentação, desde 2014 que as intenções de compra no distrito do Porto aumentaram 17,5 pontos percentuais. 

Um fenómeno que pode ser explicado por diversos factores, mas que, sem dúvida, é encabeçado pelo facto de, em Lisboa, a oferta de imóveis novos ser diminuta, de a que resulta da reabilitação estar a escassear, o que faz com que esta pressão resulte num menor retorno para investidores que, agora, redirecionam a sua atenção para o grande Porto.
De uma forma simples, constatamos que a diminuição dos ativos em Lisboa leva a um aumento de preços, o que beneficia o Porto. 

Mas será apenas o Porto bafejado por esta sorte? Na nossa opinião, neste momento, é esta cidade, mas também o distrito que concentram a procura. Todavia, a prazo, estamos certos de que veremos replicar-se o mesmo fenómeno a que assistimos hoje no Porto em outras cidades, de que Braga será o melhor exemplo.
Em boa verdade, já muitas das cidades médias, e mesmo as suas regiões rurais adjacentes, estão a ser alvo de uma procura crescente, quer de portugueses, mas, sobretudo, de estrageiros. Uma procura que ainda não aparece nos radares estatísticos do sector imobiliário, mas, lá chegaremos. 

Concluímos que estas movimentações no imobiliário nacional levarão a uma saudável descentralização da procura por todo o país, criando condições de crescimento económico e fixação de populações.
Por ora, o Porto lidera, mas, de futuro, outras cidades irão aparecer.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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