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23 setembro 2016

Este ano já entraram 621 milhões com Vistos Gold

Vistos gold

A atribuição das autorizações de residência a investimentos de pelo menos 500 mil euros no imobiliário já fez entrar este ano em Portugal 621 milhões de euros, mostra a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

Os números relativos aos primeiros oito meses do ano refletem um aumento de 132% no valor investido no setor, mais 353 milhões do que em igual período do ano passado, valores que a Confederação destaca como uma “evolução positiva”.

“Estes dados não refletem ainda qualquer efeito das recentes notícias sobre a proposta de criação de um novo imposto imobiliário que poderia abranger estes investimentos”, salienta Reis Campos, presidente da CPCI, apelando a “uma grande ponderação, uma vez que este programa, para além dos efeitos evidentes que tem sobre o imobiliário e setores como o comércio e o turismo, já gerou mais de 176 milhões de euros em receitas diretas para o Estado, quer IMT, quer taxas administrativas”. 

A Confederação lembra que “a mera renovação dos vistos gold que já estão atribuídos resulta num valor de mais de 12 milhões de euros por ano. Colocar em causa a estabilidade fiscal é por em risco este Programa e enfraquecer Portugal face aos restantes países europeus que concorrem pela captação destes investidores”. 

Reis Campos lembra que “o programa de vistos gold é apenas a face mais visível do investimento estrangeiro em imobiliário português, que é uma das poucas áreas em que se está a tentar contrariar o profundo défice de investimento que se verifica em Portugal. No ano passado, conseguimos atingir os 3,3 mil milhões de euros e há a expectativa que esse valor possa continuar em crescimento”, estima a Associação. 

“Este deverá ser o momento em que a discussão terá de estar centrada nas potencialidades de programas como os Vistos Gold e o Regime de Tributação de Residentes não Habituais, de forma a contribuir significativamente para a coesão territorial e para a dinamização de domínios estratégicos como a Reabilitação Urbana e consequente criação de emprego”

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