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17 May 2017

Os imóveis do Estado e o investimento hoteleiro

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur


De entre as leituras quotidianas que faço sobre os temas de imobiliário, houve duas notícias que me chamaram à atenção. Uma positiva, a outra, nem tanto. Parecendo nada terem uma a ver com a outra, afinal, até têm. Ou melhor, poderiam ter tudo a ver uma com a outra. 

O problema é que, neste momento, estão de costas voltadas e dificilmente se cruzarão.
A notícia positiva colocava Portugal em 12º lugar no ranking das cidades europeias mais atrativas para investimento hoteleiro. Já a negativa, dizia-nos que um em cada cinco imóveis do Estado não se lhe conhece utilidade ou tão pouco ocupação. 

Segundo os dados fornecidos, que tinham como fonte o Sistema de Informação dos Imóveis do Estado, o Estado tinha, muito recentemente, no final de 2016, cerca de quatro mil e quinhentos imóveis devolutos ou sem ocupantes, o que perfaz aproximadamente um quinto dos cerca de 24 mil que possui. 

Ainda assim, são menos 151 que no ano anterior.
Segundo a notícia relatava, em 2016, as vendas do património gerido pela Estamo renderam 108,2 milhões de euros, superando os valores pré-crise, comprados essencialmente por investidores privados.

 A esta altura, já se deverá estar a perguntar sobre o que é que esta informação tem a ver com Lisboa ser uma das cidades mais atrativas para investimento hoteleiro. Pois, a resposta é que tem muito a ver. Se pensarmos que grande parte do património do Estado está essencialmente localizado em grandes cidades como Lisboa e Porto ou outras de média dimensão, que têm uma grande procura turística, mas também por investidores que pretendem instalar unidades hoteleiras nessas localizações, estamos perante o match perfeito. 

Com a capital portuguesa a integrar o top 20 das cidades mais atrativas na Europa para o investimento hoteleiro, num fantástico décimo segundo lugar, num ranking que é liderado por Paris, seguido de Londres, Barcelona, Amesterdão e Madrid, que encerra o top cinco. 

Como informação importante de contexto, as cidades que integram esta lista são avaliadas tendo em conta 12 fatores, entre os quais população, PIB per capita, população empregada, desemprego, turistas, taxa de ocupação por quarto, preço médio por quarto vendido, RevPar, preço médio dos terrenos, custos médios de construção, exit yields, e volume do mercado de investimento local.
Coloquemos o cenário de que o Estado lançava no mercado os imóveis disponíveis em Lisboa, sem ocupação conhecida, que, pela sua tipologia e localização médias, como sabemos, darão excelentes espaços hoteleiros. 

O que seria de esperar da atratividade da capital portuguesa para o investimento hoteleiro?
Se hoje estamos a roçar o top ten, em breve, seríamos uma referencia e case study internacional na matéria.
Há momentos em que é necessário juntar uma boa e uma má notícia para conseguirmos a excelente!

Source: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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