Create ad!
Access personal area List of Properties

Date: 22/8/2019
Frequence: Daily
Editions: Free

News Search

Search

22 July 2015

Estado também sai da SRU de Viseu

edificio

O município de Viseu detém a partir desta sexta-feira (dia 17) a totalidade do capital social da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Viseu Novo, depois da aquisição, a custo zero, dos 45% da participação do Estado.

Os presidentes da Câmara de Viseu e do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Almeida Henriques e Vítor Reis, respectivamente, celebrara esta sexta-feira à tarde o contrato de compra e venda da participação social do Estado. “O município ganha activos, avaliados em cerca de meio milhão de euros, e passa a controlar exclusivamente este importante instrumento de reabilitação urbana da cidade”, afirmou Almeida Henriques, durante a cerimónia.

Segundo o autarca, tal acontece “num momento de viragem estratégica da SRU Viseu Novo” que tem a ver com o alargamento da área de atuação. “Para além da integração de áreas confinantes com o centro histórico, foram incluídas na ARU (Área de Reabilitação Urbana) outras áreas críticas de reabilitação, como a Cava de Viriato e o Bairro Municipal”, explicou.

A “viragem estratégica” prende-se também com “o novo papel da SRU no contexto do governo do concelho e do desenvolvimento urbano”, não querendo a Viseu Novo “ter mais um papel de operador no mercado da reabilitação que introduza uma concorrência desleal e perversa no investimento e no setor imobiliário ou da construção”.

“A Viseu Novo quer sobretudo ser um instrumento executivo das políticas municipais de estímulo à reabilitação urbana, das medidas de política fiscal, financeira e legal”, disse Almeida Henriques.
Ser “um agente facilitador do investimento na regeneração urbana operada pelos munícipes, por empresas e investidores” e intervir “para preencher lacunas de mercado” - no que respeita à reabilitação do espaço e do património público, ao arrendamento social, ao arrendamento a jovens e à economia social - são outros objetivos da SRU.

Na opinião do antigo secretário de Estado da Economia, ao ceder o seu capital na SRU “o Estado central resolve um conflito de interesses que mantinha na tripla função de financiador, regulador e acionista”. No entanto, defendeu que o acordo assinado “não pode significar uma desresponsabilização do Estado central no fomento da regeneração urbana das cidades e na revitalização de um sector de investimento tão importante”.

O secretário de Estado do Ordenamento do Território, Miguel Castro Neto, explicou que o Governo lançou a estratégia Cidades Sustentáveis 2020, recentemente publicada, que “aborda de uma maneira transversal muitos dos aspectos” referidos por Almeida Henriques. Miguel Castro Neto realçou o “verdadeiro pioneirismo, a capacidade de empenho e dinamismo” da Câmara de Viseu ao antecipar muito do que o Governo preconiza que “devem ser as cidades no futuro”. “Viseu é hoje uma cidade do amanhã”, sublinhou.

Source: PUBLICO.PT

Comment

Submit

The comments are always subject to previous approval. Comments that are offensive, defamatory, slanderous, discriminatory, and inadequate to the text that is being commented on, will not be placed online.