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Date: 21/11/2019
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15 October 2019

A “máquina do tempo” do turismo e imobiliário. Sinais, tendências… antecipar o futuro!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Portugal é hoje um destino consolidado que se mantém na moda e que continua a atrair milhões de turistas, investidores e milhares de compradores de imóveis residenciais.

Lisboa, Porto e outras cidades e regiões de Portugal têm correspondido às exigências da procura estrangeira. Hotelaria e restauração, Alojamentos Turísticos e comércio local e tantas outras actividades económicas que integram a cadeia de valor do Turismo e Lazer, modernizaram os seus negócios, em função das necessidades de quem nos procura. Associada ao crescimento da procura turística surgiram novos negócios e operadores, novos produtos e ressurgiram produtos tradicionais.

Um dos pilares estratégicos para a captação de turistas e novos residentes estrangeiros é a infraestrutura aeroportuária. Entre o primeiro semestre de 2018 e o deste ano, mesmo com todas as contingências conhecidas, o tráfego aéreo do aeroporto de Lisboa conseguiu cresceu 6,6% e o de Faro 6,8%. Também o aeroporto do Porto cresceu 9,9% e o anúncio de um novo voo directo Dubai- Porto, aumenta as expectativas de captação de mais turistas e de novos mercados emissores para esta cidade, tomando por experiência a importância dos voos directos de Nova York e Toronto. Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia, EUA, Japão e agora alguns países do Médio Oriente são apostas de diversificação, em turistas com maior poder de compra e com períodos de estadia superiores aos dos europeus que podem ser extensíveis a outras cidades. Outro desses pilares passa pela disponibilidade de espaços, com capacidade e condições logísticas que permitam acolher congressos e eventos de grande dimensão, para que possamos apostar estrategicamente na captação do turismo de negócios.

Em 2018, o Turismo já representava cerca de 13,7 % do PIB. Portugal encontra-se entre os países europeus com maior peso do consumo turístico na economia, com maior VAB do Turismo e com mais postos de trabalho no Turismo (mais de um milhão de empregos gerados).
Portugal nos últimos anos já conseguiu fazer boa parte do caminho necessário. É preciso consolidar e prosseguir com ambição e entusiasmo, na promoção externa, na diversificação dos mercados emissores e na qualificação da oferta turística e dos recursos humanos. Mais do que crescimento é preciso apostar na sustentabilidade do crescimento, aumentando mais em qualidade do que em quantidade e diminuir o efeito da sazonalidade.
Um recente inquérito - estudo da Organização Mundial do Turismo em parceria com o Instituto Ipsos realizado em 15 Países com o objectivo de avaliar a percepção, de quem vive nas cidades que recebem um grande número de turistas, sobre o impacto do turismo na vida e gestão urbana, aponta para aquilo que é óbvio: o que é bom para o turismo, é igualmente vantajoso para as comunidades locais e vice-versa. Cabe aos decisores políticos, pensar e agir estratégico, tomar medidas para melhorar a gestão do turismo no que se refere à requalificação das infra-estruturas existentes, de que saem beneficiados turistas e residentes.

O mesmo se passa com o investimento no mercado imobiliário A manutenção de uma elevada liquidez por parte dos investidores internacionais e a garantia de que as taxas de juro se vão manter inalteradas, mantém a atractividade do destino Portugal, o que se reflete numa vaga de procura por novos investidores. No residencial, depois de nos últimos anos, o investimento se ter concentrado na reabilitação do edificado para o segmento alto, hotelaria e alojamento turístico, começam a surgir projectos de obra nova, vocacionados para suprir o desfasamento entre a escassa oferta e a imensa procura de produto imobiliário para outros segmentos do mercado nacionais e estrangeiros e ainda projectos residenciais para arrendamento e co-living.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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