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Date: 20/8/2019
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05 February 2019

Atrair investidores franceses: a receita a manter

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Incentivos fiscais e preços atrativos. Estes, eram dois argumentos racionais e imbatíveis que, há apenas um par de anos, pesavam quando um francês equacionava investir no imobiliário português. E hoje, continuamos a poder socorrer-nos destes dois factores no aliciamento a investidores e potenciais proprietários franceses? A resposta, estranhamente, poderá ser sim. E porquê? A razão, essa, é simples: grande parte desses interessados em investir e vir viver para o nosso país têm interesse em propriedades rurais, que não têm registado um aumento galopante de valor por metro quadrado, como está a acontecer particularmente em Lisboa e no Porto.

Ainda recentemente chegados de Paris, onde estivemos num importante certame imobiliário, constatámos essa tendência de procura do Portugal real e genuíno por parte dos visitantes. Destacamos ainda o grande peso dos reformados que pretendem adquirir casa rapidamente. Muitos, sublinhando que querem concretizar o negócio em menos de um ano. Excelentes sinais.

Os habituais lugares comuns, que são sempre identificados como características diferenciadoras do nosso país, como a cozinha, a autenticidade das gentes, a história, a segurança, o clima ou o património cultural, são alvo de grande interesse por parte dos franceses, que demonstram conhecer bem o país onde pretendem e ambicionam investir e viver.

As grandes cidades como Lisboa e Porto ou até mesmo cidades de dimensão média, como Braga ou Aveiro suscitam interesse, mas o destaque, claramente, vai para o imobiliário em contexto rural, pelo que, como afirmávamos anteriormente, o preço continua a ser uma vantagem competitiva de Portugal em relação a outros destinos que oferecem as mesmas regalias fiscais.

Estamos convictos que o foco da atratividade de investidores para o imobiliário português se deve centrar em países do centro e norte da Europa que têm uma maior apetência por imóveis rurais ou em pequenas cidades do interior.

Captar população para reduzir a assimetria litoral-interior, dinamizar a economia local, reabilitar a agricultura e pecuária, e dar um impulso ao turismo são pequenas contribuições para um país mais equilibrado, cujo segredo pode estar, curiosamente, no imobiliário, sendo fundamental juntar-lhe impulso político.

Source: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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