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Date: 17/8/2019
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01 August 2019

É tempo de desafiar o futuro… no mercado turístico e imobiliário em Portugal!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Segundo dados disponíveis, em Portugal o mercado imobiliário residencial deverá estabilizar este ano. Em 2018 foi atingido o topo em número de transações próximo das 180.000 e um volume de negócios próximo dos 24 milhões de euros, um crescimento de cerca de 20% em relação ao ano anterior.

De acordo com estimativas do gabinete de estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, cerca de 30% das transações imobiliárias não são mediadas. Ou seja, o mercado imobiliário residencial sujeito a regulação e fiscalização, deverá rondar as 126.000 transações.

Acreditando na veracidade destes indicadores, será a base do negócio imobiliário residencial mediado em Portugal, a repartir por mais de 6.000 agências imobiliárias. Braga, Porto, Lisboa, Setúbal e Faro são os distritos com maior concentração de agências imobiliárias e de consultores imobiliários que deverão ter ultrapassado largamente os 40.000 registados no final de 2016.

A verificar-se a previsível estabilização do volume de transações e do volume de negócios imobiliários em Portugal, a consolidação dos preços da “obra nova” e a descida gradual dos preços dos “imóveis usados”, os operadores irão enfrentar enormes desafios no futuro e quanto mais céleres agirem, maior a probabilidade de sobrevivência e sucesso.

Por outro lado, a fileira da construção e do imobiliário continua a enfrentar velhos e novos desafios; a pesada burocracia e os tempos de espera na aprovação de projectos de “obra nova”, o aumento dos custos de construção e “last but not least” a saturação do aeroporto internacional de Lisboa. As múltiplas valências desta infra- estrutura, ultrapassam as necessidades da procura turística e da procura imobiliária internacional. Um novo aeroporto complementar à Portela é vital para a economia do País.

Face ao crescimento da procura internacional no mercado imobiliário residencial, os“master – franquiados” de duas das maiores redes imobiliárias de origem norte – americana a operar no território nacional, decidiram alargar as suas estratégias de expansão a Espanha e França, mercados emissores de turismo e compradores de imóveis para o nosso País, ambos com forte cultura de aquisição de imóveis e de grande dimensão.

Com base na experiência de sucesso na implementação dos sistemas de franquia imobiliária internacional e o crescimento contínuo e consolidado dessas redes em Portugal, Joaquim Rocha de Sousa e Ricardo Sousa avançaram em 2014 para a aquisição da “master-franquia” da marca C21 em Espanha e agora Manuel Alvarez e Beatriz Rubio, depois de uma experiência de internacionalização em três Estados do nordeste do Brasil (Alagoas, Maranhão e Pernambuco), anunciam agora a aquisição da “master franquia” RE/MAX em França e poderão não ficar por aí. São bons exemplos de empreendedorismo.

Replicar em outros mercados de maior dimensão, modelos de franquia imobiliária internacionais, testados e implementados com sucesso em Portugal, é um grande desafio. Consolidados em Portugal os modelos de franquia imobiliária cujos direitos de “master-franquia” detêm desde o início do século XXI, privilegiando a angariação exclusiva de imóveis e tendo desenvolvido novos modelos de negociação, a especialização em segmentos de mercado e zonas de posicionamento, estratégias de CRM, estratégias de marketing com foco no digital, captação e tratamento de lead´s, formação contínua dos seus consultores imobiliários, entenderam continuar a desafiar o futuro com ambição.

Uma última referência, para um tema de interesse económico da maior relevância. A assinatura do tratado de livre comércio, Mercosul - União Europeia. Juntos representam 25% do PIB mundial. É mais um desafio ao futuro, aos empresários e líderes dos países subscritores.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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