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12 November 2012

Estratégias de sucesso no mercado das franquias imobiliárias internacionais, quando nos E.U.A. nasce mais uma “estrela”!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Uma recente notícia veio animar o mercado das franquias imobiliárias globais. O conhecido empresário, investidor e filantropo Warren Buffett, anunciou sua entrada em este mercado com a criação de uma nova marca de franquia imobiliária global, a Berkshire Hathaway HomeServices.

A nova marca global, resulta da integração das redes imobiliárias Prudential e Real Living e ainda do maior fornecedor de serviços imobiliários norte-americano, a Home Services of America.

A nova rede de distribuição de produtos e serviços imobiliários nos EUA inicia sua operação já em 2013, com a massa crítica de 1.700 agências imobiliárias e mais de 53.000 corretores das redes integrantes, com o know-how da Home Services e a reputação, liderança, estabilidade financeira da Berkshire Hathaway. A propósito uma curiosa ligação da fortuna de Warren Buffett ao Brasil.

Em 2007 para surpresa dos acionistas da sua empresa, anunciou seu único investimento desde 2002 em moeda estrangeira, a compra de reais. Só em esse ano o dólar havia caído 17,3 % face ao real, o que lhe permitiu lucrar 2,3 bilhões de dólares.

Em função de seu modelo de expansão, o mercado das franquias imobiliárias tem uma particularidade distintiva; a imperiosa necessidade de alinhamento da cadeia de valor local, à estratégia da marca global.

Esse ajustamento local à estratégia global depende em larga medida, da capacidade de liderança, de quem por via de um contrato de master-franquia, assume a responsabilidade de implementar localmente um sistema de trabalho integrado, testado e continuadamente aperfeiçoado ao longo de anos em diferentes mercados. Localmente, antes de iniciar sua expansão é necessário diagnosticar o posicionamento da empresa em relação ao mercado.

Só depois se podem estabelecer metas e as ações que se bem realizadas, serão os meios adequados para as atingir. Para definir uma estratégia é preciso enxergar o ponto de partida, aonde se quer chegar e quais os caminhos a seguir. Só lideranças fortes conseguem estabelecer metas credíveis, conduzem e motivam suas cadeias de valor a concretizá-las. Só lideranças competentes, fazem a cada momento as escolhas dos caminhos mais adequados.

Capacidade de diagnóstico do mercado local, estabelecer metas e escolher a cada momento os melhores caminhos para as atingir, definem estratégias de sucesso. Mas nada disto se consegue sem liderança. Muitos têm sido os autores, os livros, os artigos que vêm abordando este tema. Liderança tem tudo a ver com pessoas; pessoas que pela sua atitude e competência, transmitem confiança a outras pessoas para seguir os caminhos escolhidos e que levarão a atingir essas metas coletivas.

A ausência de liderança, tem resultado nalguns casos, na falta de compromisso e confiança das cadeias de valor, no medo generalizado do fracasso, na falta de credibilização no mercado e na incapacidade de pensar as alternativas, a cada momento, mais inteligentes. Como temos defendido, os novos caminhos do mercado da intermediação imobiliária, passam pela afirmação das redes de franquia imobiliária de dimensão global, nos diferentes mercados locais.

No Brasil, como já acontecera em outros mercados imobiliários como o português, vivemos momentos de definição dos modelos organizacionais adequados aos novos tempos. O tempo e o modo, vão depender entre muitos fatores, da vontade e capacidade das lideranças locais em fazer acontecer.

Num momento em que no Brasil, a montante da cadeia de valor produtiva do mercado imobiliário, as grandes incorporadoras (promotores imobiliários) e construtoras, estão redefinindo suas estratégias em função de um “mau” desempenho bolsista, também a jusante os operadores devem aproveitar para decidir quanto ao seu futuro. Porque as oportunidades de mercado estão aí. A demanda (procura) por novas residências continua em alta, a taxa de rotação dos imóveis usados aumentou, existe oferta de crédito imobiliário, a taxa de desemprego continua baixa e o rendimento das famílias continua a crescer.

O diagnóstico está feito no segmento da incorporação e construção; o crescimento incontrolado de novos projetos para fazer face à demanda, trouxe redução das margens por via do aumento de custos (mão de obra, terrenos e materiais de construção) e a redução do capital de giro (fundo de maneio) por atraso na entrega de imóveis aos clientes finais. A solução passa pelo controlo dos custos.

Pelo contrário, no segmento da intermediação imobiliária o foco terá de ser no aumento das receitas. Maior dimensão, maior produtividade, mais inovação percepcionada pelo mercado consumidor, tornarão suas empresas mais lucrativas.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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