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26 July 2013

Fazer por sermos melhores hoje do que ontem e buscar ser ainda melhores amanhã!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Na comemoração do 27º aniversário do CECOA (Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins) recordo a mensagem de fim de curso, que ao longo de anos partilhei com formandos de todas as idades; tratem de descobrir as coisas que são capazes de fazer bem e se entreguem de corpo e alma à tarefa de realizá-las, nunca desistam de buscar a excelência.

Em mais de uma década de colaboração com o CECOA, partilhei sua missão de promover estudos e projetos visando o desenvolvimento de conteúdos, metodologias e ferramentas de apoio à formação profissional, particularmente dirigidos aos setores do Comércio e Serviços. Foi também neste Centro de Formação que participámos da pioneira produção de conteúdos formativos para o setor imobiliário num momento de viragem, rumo à profissionalização e a um novo enquadramento legal da atividade de corretagem (mediação) imobiliária em Portugal. Em 2013, embora num contexto geográfico diferente, nos continuamos a mover pela mesma convicção de fazer por sermos melhores hoje do que ontem e buscarmos ser ainda melhores amanhã.

No Brasil vivemos tempos de grandes mudanças no ambiente sócio- económico e o setor da construção e do imobiliário vem procurando corresponder às novas exigências do mercado consumidor, introduzindo inovações tecnológicas e novos serviços agregados por forma a assegurar um melhor nível de atendimento.

Só através de um maior nível de satisfação se poderá desenvolver um relacionamento sólido e duradouro com os nossos clientes, num momento em que as últimas projeções de diferentes entidades incluindo o Banco Central, apontam para um crescimento da economia brasileira (entre 2 e 2,5%) inferior à previsão governamental do início do ano. Também a CEPAL (Comissão Económica para a América Latina e o Caribe) no seu relatório reduziu a previsão de crescimento da região da América Latina e Caribe para 3%. O fraco desempenho da economia global continua a influir negativamente na economia da região e do Brasil.

À estagnação europeia e à tímida recuperação norte-americana juntou-se agora uma contração do crescimento chinês. No decorrer do 1º semestre deste ano, o fraco desempenho da economia global levou à queda dos preços internacionais de certos produtos, minerais, metais e alimentares, com impacto negativo no Saldo da Balança Comercial e PIB brasileiro. Mas apesar destes indicadores menos positivos, particularmente nos municípios de média dimensão, prosseguem momentos bem mais animados.

Um estudo recentemente publicado pelo BCG (Boston Consulting Group), focado nas classes médias ascendentes estima que no Brasil até 2020, 11 milhões de pessoas ascenderão às classes A e B. Se atualmente para cobrir a procura nacional destes segmentos, a oferta imobiliária residencial se posiciona em 177 municípios com mais de 6.000 famílias abastadas, no futuro terá de estender-se a mais 89 cidades. Deste novo grupo de cidades, metade encontram-se no interior. E se esta evolução é válida para a procura residencial, também o será para a grande distribuição.

Até ao final do próximo ano está prevista a abertura de 79 “shopping – center´s ”, sendo que 50% deles o serão em cidades do interior. É nestas localizações, que a demanda se encontra mais reprimida e onde o poder aquisitivo das famílias mais vai crescendo. Por outro lado o preço dos terrenos, sendo inferior, vem viabilizando os investimentos em diferentes segmentos do negócio imobiliário.

Também na base da pirâmide social brasileira, nos municípios limítrofes das grandes cidades, o programa “minha casa, minha vida” continua a dinamizar a procura de “casa própria” por parte das famílias. Para a fileira da construção, são tempos de oportunidade, grande competitividade e margens de lucro mais reduzidas que não admitem erros no projeto e deficiente gestão da execução da obra, fatores que podem afetar irremediavelmente a rendibilidade dos investimentos imobiliários. No projeto, os problemas estão relacionados a prazos, ausência de parâmetros de medição e partilha de informação.

Na gestão da execução da obra, atrasos, desvios nos custos e aproveitamento inadequado dos recursos disponíveis para a produção (materiais e mão de obra), são os principais problemas diagnosticados. Novos materiais de construção e novas soluções técnicas devem ser introduzidas na fase de execução da obra, reduzindo custos em materiais, mão-de-obra e impacto ambiental da construção. Também a jusante da cadeia produtiva, corretagem imobiliária, a qualidade do serviço prestado ao cliente consumidor será um fator crítico de sobrevivência das empresas imobiliárias.

O grau de exigência é hoje mais elevado e transversal a todos os segmentos de clientes. Buscar a excelência é esse o desafio de toda a cadeia produtiva do mercado imobiliário.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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