Create ad!
Access personal area List of Properties

Date: 21/11/2019
Frequence: Daily
Editions: Free

News Search

Search

02 January 2013

Final do ano é isso mesmo; tempo de balanços e de projeção do futuro

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

A simbólica virada de ano no calendário gregoriano, é a ocasião apropriada para refletirmos sobre o fizemos durante todo o ano que passou, sobre o que deveríamos ter feito e, principalmente, sobre o que deveremos fazer no novo ano que se aproxima.

Em meio de um cenário de uma persistente crise económica internacional, com a economia brasileira se aguentando mas crescendo abaixo das perspetivas e metas governamentais estabelecidas, as pequenas e médias empresas brasileiras vão desenvolvendo seus negócios a um ritmo de crescimento bem acima do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Apesar da burocracia, da carga tributária e trabalhista, que continuam sendo os principais “gargalos” de uma maior competitividade das empresas brasileiras, sobretudo as que sofrem concorrência de produtos importados, o tecido empresarial das MPME´s (micro, pequenas, médias empresas) tem correspondido bem aos desafios do crescimento. Para 2013, a expetativa é de dias melhores, acreditando que a recuperação das principais economias mundiais, embora lenta, se possa efetivar.

A Copa das Confederações e a aproximação da Copa do Mundo trazem boas oportunidades. Também do ponto de vista desportivo, com o nosso bem conhecido “Felipão” no comando, espera-se que uma vitória esse ano possa ser o aperitivo para a celebração do Hexa em 2014. Mas voltemos ao princípio, o que fizemos em 2012 e o que deveremos fazer no novo ano que se aproxima?

Chegados a este lugar que escolhemos para construir futuro, encontrámos o mercado das franquias imobiliárias em desenvolvimento e com elevado potencial de crescimento. As principais marcas internacionais de origem norte-americana, encontram-se no início da sua expansão no território brasileiro ou vivendo as primeiras “dores” do crescimento e tem sido nesse “universo” que vamos exercendo nossa atividade profissional.

Num momento em que continuamos a viver uma extraordinária mudança no mercado imobiliário brasileiro, com base no crescimento do rendimento das famílias e na estabilidade do mercado de trabalho. Claro que essa mudança estrutural tem acarretado riscos; o desajustamento do crescimento da oferta em relação a um muito maior crescimento da procura provocou nos últimos anos valorizações excessivas, a maior abertura na concessão de crédito imobiliário com descida das taxas de juro praticadas aumentou o risco de inadimplência (insolvência).

Em 2012, os preços de mercado na maioria das capitais continuaram a ajustar-se e a banca pública e privada mantiveram critérios prudenciais e seletivos na concessão de crédito imobiliário. Também o rápido crescimento dos centros urbanos e o elevado índice construtivo, vem trazendo novos desafios aos decisores públicos, aos empresários do setor e às populações, nomeadamente quanto à necessidade de um maior planejamento, sustentabilidade e adequação dos projetos imobiliários a novos padrões de qualidade de vida.
Com os riscos associados à “alacavagem” num nível baixo, déficit habitacional ainda muito elevado e com muitos brasileiros começando a encarar a possibilidade de investir na compra de imóveis como forma de poupança, todos eles são indicadores animadores para 2013. Mas essa mudança no mercado vai ter de chegar a toda a cadeia de distribuição do produto imobiliário.

Maior capacitação educacional e profissional dos agentes imobiliários, modernização dos processos de relacionamento entre os profissionais imobiliários e os seus clientes finais, utilização de modernas ferramentas tecnológicas no marketing relacional, introdução de novas práticas e metodologias de gestão que tornem as empresas e seus profissionais mais produtivos, é uma “marcha” sem retorno. Mas para avançarmos para outros níveis evolucionais, as novas ferramentas tecnológicas e de marketing, o treinamento presencial e EAD (ensino online) ministrado nas universidades corporativas das marcas internacionais, as novas práticas e metodologias de gestão, devem conduzir à captação de imóveis em regime de exclusividade, único caminho para a prestação de um serviço imobiliário pleno e de qualidade aos clientes vendedores e compradores de imóveis.

A uma maior produtividade de toda a cadeia produtiva tem de corresponder um serviço de excelência aos consumidores e acrescentaríamos, maior responsabilização social das empresas. A uma maior lucratividade das empresas, terá de corresponder benefícios para os seus colaboradores e para as comunidades onde atuam.

Esse é o futuro em que acreditamos, é desse futuro de crescimento com inclusão social, que queremos participar.

Para os amigos e familiares que se encontram em Portugal, uma mensagem de esperança; continuem a acreditar e a resistir. Que o Novo Ano permita, nos dois lados do oceano, prosseguirmos os caminhos de futuro fazendo diariamente acontecer.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Comment

Submit

The comments are always subject to previous approval. Comments that are offensive, defamatory, slanderous, discriminatory, and inadequate to the text that is being commented on, will not be placed online.