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13 February 2015

Mesmo que nem todos os ventos estejam de feição, novos tempos estão chegando!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Aqui no Brasil sendo previsível um crescimento econômico nulo este ano é também credível a possibilidade do controle da inflação e a retoma dos níveis de confiança dos empresários e investidores nacionais e estrangeiros com atividades empresariais e negócios em curso. Espera-se ainda que o “equilíbrio das contas públicas” anunciado pela nova equipe econômica incida mais no corte dos gastos do que no aumento de impostos.

Sendo previsível um ano particularmente difícil temos a convicção que em 2016 será possível retomar o crescimento económico, caso as medidas anunciadas sejam implementadas e como se espera os preços das “commodities” recuperem. E quanto aos investidores internacionais que suspenderam, adiaram ou reduziram os seus investimentos? A captação do investimento externo particularmente nos sectores produtivos, no conhecimento e investigação científica e na infra – estrutura, deveria ser uma prioridade.

O Brasil precisa ganhar competitividade face a outros concorrentes globais, liberalizando regras obsoletas que regulam o investimento estrangeiro, acelerando privatizações e reduzindo drasticamente a burocracia. Mas sobretudo é preciso que a confiança na “governança” seja retomada. E aqui no Ceará? Nos dois últimos anos foram criadas “infra – estruturas” básicas, particularmente rodoviárias como a CE 040 e CE 085, essenciais ao desenvolvimento económico do Estado. Se a grave crise da Petrobras levou à suspensão da instalação da refinaria Premium II, a ampliação do terminal portuário e a Companhia Siderúrgica são agora os empreendimentos estruturantes do CIPP (Complexo Industrial e Portuário do Pecém). Em S. Gonçalo do Amarante, município sede destas instalações, hoje com cerca de 50.000 habitantes a perspectiva é que a população residente duplique nos próximos 5 anos. Segundo fontes da prefeitura mesmo com a redução dos repasses do FPM (Fundo de Participações dos Municípios), a cidade conseguiu criar uma poupança de R$ 20 milhões para aplicar em planejamento e instalação de infra – estruturas para que melhor possa acolher e fixar a população flutuante atraída pela criação de emprego e novas oportunidades de investimento. Na capital do Estado, o centro de Eventos do Ceará continua a ser responsável pelo crescimento da demanda no segmento de feiras, exposições e congressos.

Também o carnaval de Fortaleza está já no top 5 dos destinos brasileiros e estima-se que este ano o impacto na economia estadual seja R$ 123 milhões com 94% de ocupação hoteleira. As infra – estruturas essenciais ao desenvolvimento do setor turístico, hoteleiro e imobiliário começam a ser disponibilizadas mas a questão da segurança continua a preocupar as entidades representativas destes sectores. A Segurança tem de ser efectiva mas sobretudo percepcionada pela população e por quem visita Fortaleza e o Estado do Ceará. É também chegada a hora, da estratégia de comunicação e promoção afinar seu foco em segmentos da demanda turística, interna e externa, com maior poder aquisitivo e períodos mais longos de estadia em hotelaria ou turismo residencial.

Também em Portugal novos tempos estão chegando. Apesar de alguns ventos incertos soprarem da Europa e alguma nebulosidade e agitação marítima no Atlântico (Angola), todos os indicadores apontam para uma recuperação consolidada do mercado imobiliário nos segmentos comercial e residencial. Para além da preocupação com o recrudescimento do conflito russo – ucraniano, a incerteza resulta da imprevisibilidade do desfecho do diferendo União Europeia – Grécia. Embora seja crível uma solução negociada que salve a face de ambas as partes, a verificar-se o pior dos cenários, “default “ da dívida grega, espera-se que o impacto seja gerenciável pelos credores.

Todos os indicadores, volume de vendas, m2 colocados, número de transacções, maior acesso ao crédito hipotecário, baixos valores da Euribor, spreads estáveis, estabilidade dos valores de avaliação imobiliária, diminuição do tempo médio para venda dos imóveis, disponibilidades de financiamento à reabilitação urbana, apontam para uma recuperação do mercado imobiliário alavancada por uma crescente demanda turística. Também em Espanha, tendo obtido em 2014 o seu melhor ano de investimento imobiliário depois de 2001, prossegue a recuperação do mercado imobiliário nos diferentes segmentos. A propósito desta simultaneidade, recordo que desde a primeira edição da revista “Franchising & New Business” fui publicando artigos de opinião, acerca de como “pensar e agir ibérico no século XXI”.

Também recentemente uma das maiores redes imobiliárias a operar em Portugal realizou no Estoril a sua Convenção Ibérica. Partilho dessa ideia. Da necessidade de obter massa crítica e dimensão criando um centro ibérico de captação de investimento internacional e um grande canal de distribuição de imóveis e serviços imobiliários ibérico. Se Portugal e particularmente Lisboa estão no radar dos investidores internacionais, a marca Espanha continua a ser muito forte. Um estudo realizado por ULI (Urban Land Institute) e Pwc (PricewaterhouseCoopers) revela que a subida de Lisboa ao top 10 das “European Cities for Existing Property investments” resultou de um crescente interesse na Europa do Sul inicialmente focado no mercado espanhol.

Ainda de acordo com os administradores dessa rede de franchising imobiliário, a experiência de abordagem ibérica do mercado tem sido recompensadora pela captação de investidores institucionais (Fundos de investimento, family offices) e particulares para Portugal. Vimos acompanhando e participando da crescente demanda no Brasil por imóveis no exterior, particularmente em Miami, Orlando e Nova York. Em Portugal os brasileiros representam apenas 7% do investimento imobiliário estrangeiro. Portugal assegura a mesma segurança no investimento, tem “golden visa”, mais brasilitude, mais cultura, mais História. O que ainda falta para que consiga atrair mais investidores e compradores de imóveis brasileiros?

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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