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04 February 2014

No turismo e no imobiliário, é preciso manter a “corrente” de boas notícias!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

No passado fim-de-semana, um amigo de longa data saudava no seu blog pessoal, uma “corrente” de boas notícias que os principais “media” portugueses haviam publicado. O “post” do António Cunha Vaz, também ele um exemplo de grande empreendedorismo e sucesso na internacionalização da sua empresa nos mercados lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique), lançou o desafio de divulgarmos o que de melhor se vai fazendo nas empresas e negócios, ação impulsionada por empresários com visão, estratégia e liderança. Também no turismo e no imobiliário é necessário que essa “corrente” de boas notícias possa continuar, onde quer que nos encontremos. Segundo fontes da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal) desde o dia 1 de Janeiro, a procura de casas em Portugal está a registar um aumento superior a 20%.

Tendo em conta que o número de casas vendidas em 2013 (96.000) havia decrescido 20% face a 2012, a tendência de recuperação do mercado imobiliário residencial iniciada no último trimestre do ano passado deverá consolidar-se. Mesmo com uma expectativa prudente desta evolução positiva, a aceleração do processo de estabilização deverá manter-se nos próximos dois anos. E isso é já uma boa notícia.

Mas como é que numa conjuntura desfavorável, contração da atividade económica e do consumo privado, desemprego elevado, crédito imobiliário residual, algumas imobiliárias tiveram um aumento de dois dígitos nos seus resultados operacionais e no número de unidades residenciais vendidas? Que oportunidades foram geradas em 2013 para que obtivessem os melhores resultados da última d��cada?

O escoamento do estoque de imóveis da banca, os “golden visa” e outros incentivos fiscais para cidadãos estrangeiros, a aplicação de poupanças na compra de casas para arrendar e novas soluções habitacionais no mercado de arrendamento urbano, são unanimemente apontadas por esses operadores como as oportunidades detectadas e não desperdiçadas.

A resposta esteve “ _na confiança, força e optimismo das empresas que conseguiram adaptar-se às profundas mudanças que o mercado sofreu e foram capazes de se reinventar”. Estes foram os comentários de Beatriz Rubio, CEO de uma das principais redes imobiliárias que operam em Portugal, sendo que duas das imobiliárias associadas a essa rede obtiveram os dois melhores resultados operacionais à escala europeia em 2013. Para outra das grandes redes internacionais que operam em Portugal, a sua grande aposta foi a de promover no estrangeiro numa mesma plataforma comercial, o produto imobiliário captado (angariado) no mercado ibérico. Uma estratégia de internacionalização ibérica que passou pela integração das operações em Portugal e Espanha, que vem dando certo. De acordo com seu administrador Ricardo Sousa, também esta rede imobiliária obteve o melhor resultado operacional de sempre, desde o início da sua atividade em Portugal.

No setor hoteleiro, Jorge Rebelo de Almeida presidente do segundo maior grupo hoteleiro português, em recentes declarações afirmou que o investimento em Portugal tem de continuar a par do trabalho para aumentar o número de turistas. Com 18 hotéis em operação em Portugal e 6 no Brasil, 2 localizados aqui no Estado do Ceará, nos últimos meses foram avaliados 50 novos projetos nos 2 lados do atlântico. Também o barómetro da Academia de Turismo iniciativa do IPDT - Instituto do Turismo divulgou alguns indicadores que revelam que a confiança dos profissionais do setor atingiu em Dezembro de 2013 o melhor desempenho desde Março de 2010.

São boas notícias para o mercado imobiliário e hoteleiro e boas notícias para o turismo e a economia portuguesa que alimentam essa corrente positiva. No Brasil, aqui no Estado do Ceará, prosseguimos na “cruzada” contra o alarmismo de uma potencial “bolha imobiliária” pós - Copa do Mundo. Por aqui, a larga maioria das compras de imóveis são para moradia, o déficit habitacional mantém-se elevado, o taxa de desemprego é baixa, apesar das tensões inflacionistas o poder aquisitivo das famílias não diminuiu, os juros estão muito altos e pouco atrativos para o financiamento da especulação, percentual do PIB destinado ao crédito imobiliário abaixo dos 10%, o valor das hipotecas em média é fixado 30 a 40% abaixo do valor de mercado do imóvel, não existe a possibilidade da mesma pessoa física financiar vários imóveis e embora o ritmo de lançamentos imobiliários tenha diminuído, não estagnaram. Apesar das conjunturas mais ou menos adversas, os empresários que geram emprego e riqueza, que acrescentam valor à economia, irão certamente prosseguir. Essa é também mais uma boa notícia.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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