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02 May 2014

Quando a V.E.L.A. não está completa, fica mais difícil navegar e acertar o rumo!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Há alguns anos tive o privilégio de conhecer pessoalmente e trabalhar durante alguns dias com o Prof. Adriano Freire, no decurso de um estudo que realizou para uma rede de franquia imobiliária em Portugal. O seu livro “ Estratégia – sucesso em Portugal” havia sido uma referência nos tempos de universidade e no meu percurso profissional. Perante o cenário que vivemos hoje no Brasil particularmente aqui no Estado do Ceará, a V.E.L.A.,V(Visão),E(Estratégia), L (Liderança), A (Ação), tema de algumas das suas apresentações a que assisti, faz ainda mais sentido. No âmbito da decisão política, podem existir Visão, Liderança e Ação, mas não existe Estratégia.

Tal como nas empresas, a Estratégia de “governança” do âmbito público, está intimamente ligada ao Planejamento. A inexistência ou ineficácia do planejamento vêm resultando em atrasos na execução das obras estruturantes essenciais ao desenvolvimento e em enormes prejuízos num dos Estados da União que mais tem procurado recuperar do atraso económico e social. O enorme esforço despendido por decisores políticos e empresários no sentido de atrair investimento produtivo para o Ceará não se vem traduzindo num correspondente nível de crescimento económico.

Grandes eventos de âmbito nacional e internacional irão realizar-se em Fortaleza nos próximos meses. Em Maio teremos a primeira sessão do“ Brasil em Debate” fórum organizado pelo Sinduscon – CE (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará) e a Coopercon (Cooperativa da Construção Civil do Estado do Ceará), iniciativa que irá ter continuidade em outras sessões até final do ano, aqui em Fortaleza. Gerando mais de 120.000 empregos e com uma participação significativa no PIB do Ceará, o setor pretende aumentar a sua participação nas decisões políticas ao nível estadual e federal.

Ainda em Maio, de 16 a 18, teremos o “Feirão da Caixa” evento promovido por esta entidade financeira e que conta com a participação das principais construtoras e imobiliárias que operam no Estado. A partir de 14 de Junho, no “Castelão” irão realizar-se 6 jogos da Copa do Mundo de Futebol. Em Julho nos dias 15 e 16, no Centro de Eventos do Ceará em Fortaleza realiza-se a VI Cúpula dos BRIC´s que reunirá Chefes de Estado e delegações do Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul. Aproveitando a oportunidade da realização deste grande evento internacional, a CNI (Federação Nacional das Indústrias) organizará um grande fórum empresarial que deverá contar com a presença de mais de 700 empresários oriundos destes Países.

Também o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, localizado no litoral leste continua se posicionando como o grande polo de atração de investimento público e privado nacional e vem despertando o crescente interesse de investidores estrangeiros em vários setores da atividade económica. Pode dizer-se que tem Visão, Liderança e Ação. E quanto a Estratégia (Planejamento)? O Estádio do “Castelão” e o Centro de Eventos do Ceará situados na cidade de Fortaleza recolhem unanimidade positiva pelos padrões de qualidade apresentados e estão prontos e capacitados para acolher os grandes eventos programados.

Mas quanto à maioria dos restantes equipamentos? Hoje Fortaleza está transformada num “canteiro” de obras inacabadas e numa cidade com trânsito caótico gerador de mais insegurança pública. Quanto ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, a obra de ampliação do terminal de passageiros iniciada em 2010 está executada a 25% e “às vésperas” do início da Copa, uma estrutura provisória conhecida por “puxadinho” começou a ser instalada em Abril esperando-se que fique pronta no final deste mês.

As obras de construção do Terminal de passageiros do Porto de Mucuripe estão atrasadas 8 meses e só uma parte do terminal estará operacional para recepcionar os 3.500 adeptos mexicanos que vêm assistir ao jogo Brasil – México. Um atraso de quase dois anos no início das obras de expansão do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut) do Porto do Pecém , vem afetando o fluxo de cargas e a uma maior expansão do comércio exterior. Estes são exemplos de como tendo os recursos e os meios para dar tudo certo, por inexistência ou ineficácia de planejamento, organização e controle, mesmo correndo na fase final podemos perder o “bonde”.

Do outro lado do oceano, o presente ano está a ser um bom ano para o mercado imobiliário português no que respeita à retoma de confiança dos investidores internacionais. Fontes do setor estimam que no final de 2014 o investimento estrangeiro direto se cifre entre 1,5 e 2 mil milhões de euros beneficiando também o aumento de receitas de outros setores de atividade como a hotelaria e o turismo. Também o setor da construção vem seguindo o caminho da internacionalização, tendo atingido em 2013 um volume de negócios no exterior de 5 mil milhões de euros.

Os operadores, precisam continuar a apostar na qualificação, inovação e “massa crítica”. Sempre que faltam panos na VELA fica mais difícil navegar mas se tivermos timoneiros capazes de direcionar e marinheiros capacitados para içar os panos, iremos conseguindo acertar os rumos. Faltam pouco mais do que 30 dias, para o início da Copa Do Mundo 2014.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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