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18 December 2018

Um retrato do imobiliário português em números

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

24,3 mil milhões de euros. Este, é o impressionante número do investimento em imobiliário feito em Portugal no ano passado. Mais seis mil milhões de euros que em 2016, numa variação homóloga de 33,5%. Valor que corresponde a 226.617 imóveis transacionados, mais 13,5% do que no anterior. Números que falam por si e que contrastam claramente com a realidade vivida entre 2008 e 2013, período durante o qual sucessivas quebras abalaram o mercado, a confiança dos investidores e demais agentes.

Pelos dados oficiais do Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, em 2017 transacionaram-se 226.617 imóveis (urbanos, rústicos e mistos). Em 2017 o imobiliário representou um investimento que representa superior a 24 mil milhões de euros, o que representa um terço do programa de assistência económica e financeira que Portugal recebeu, o que revela bem a importância que este sector tem no panorama económico nacional, como defende o presidente da APEMIP que acrescenta e secundo a sua opinião também aqui: são números que dizem apenas respeito ao investimento direto. Indiretamente, este valor multiplica-se com o impacto no investimento feito noutros sectores.

Dos 226.617 imóveis transacionados no ano passado, 29,7% situavam-se na região norte, seguindo-se a região centro com 25,6% e a Área Metropolitana de Lisboa, com 25,1%. Já no que concerne aos valores de transação, foi a área metropolitana de Lisboa que agregou o maior valor de investimento: mais de 12 mil milhões de euros (49,8% do total), seguindo-se a região norte com 4,9 mil milhões de euros (20,3%) e o Algarve com 2,9 mil milhões de euros (11,9%). Ou seja, há mais transações a norte, mas os valores por transação são mais elevados na região da capital.

O valor investido aqui é muito superior, representando quase metade do total do investimento feito em imobiliário em Portugal, o que se justifica pelo valor dos imóveis nesta região ser superior. É aqui também que há uma maior escassez de oferta imobiliária.

As casas para habitação representam 59,7% do total de ativos transacionados, considerando os urbanos, rústicos e mistos. No que concerne ao investimento, este segmento representa uns esmagadores 79,4% do total das vendas.

Um retrato frio, com números, mas que nos deixa uma visão clara e muito objectiva da dinâmica imobiliária em Portugal e nos permite criar projeções e antecipar tendências.

Source: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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