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21 August 2013

Vivemos tempos de oportunidade; de inserção no “mundo” desenvolvido e de resgatar o futuro!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

No Brasil continuamos a perseguir a oportunidade de uma inserção sustentada no “mundo” desenvolvido, enquanto em Portugal aguardamos, no imediato, por compromissos sérios entre candidatos às eleições autárquicas e os seus eleitores.

Depois de 16 anos de crescimento económico na sequência dos mandatos dos Presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula da Silva, existe unanimidade quanto ao esgotamento do modelo de crescimento económico baseado no consumo e no aumento dos preços e exportação de “comodities”.

Um longo ciclo de crescimento chegou ao fim. Num momento de ajustamentos económicos após prolongado período de expansão económica, cabe aos decisores encararem essa oportunidade de preparar a economia brasileira para um novo ciclo de crescimento baseado em outras variáveis macro - económicas. Mas que efeitos positivos, teve esse longo ciclo de crescimento económico na sociedade brasileira? O crescimento da renda disponível das famílias em geral, o surgimento de uma nova classe média com acesso ao crédito que passou a ser majoritária (maioritária) na estratificação social da sociedade mas sobretudo a inserção na formalidade da larga maioria da população brasileira (2/3) que assim beneficia hoje de carteira de trabalho assinada e da proteção de programas sociais como aposentadoria (reforma) e seguro- desemprego. Poderá parecer escasso perante o enorme caminho a percorrer rumo à inserção no “mundo” desenvolvido. Mas para que possamos entender o caminho já percorrido recordemos que em 1993, apenas 1/3 da população tinha emprego formal. Essa é uma extraordinária mudança se comparada com a situação de outros países emergentes. Uma outra grande diferença é a progressiva inclusão social dos que ainda hoje podem ser considerados excluídos. Para que possamos integrar mais rapidamente na economia aqueles que vêm saindo da pobreza extrema através de programas sociais como o “bolsa-família” é necessário reforçar seus níveis de escolaridade e melhorar suas competências técnicas - profissionais. Num Brasil que ruma à inserção no “mundo” desenvolvido” a competitividade e lucratividade das empresas brasileiras terá de passar por maior produtividade resultante de maior capacitação e não por baixos custos da sua mão-de-obra. Parecendo controlados os efeitos das tensões inflacionistas verificadas no 1ºsemestre deste ano, seria agora necessário criar condições para o início de um novo ciclo de crescimento económico sustentado. Nas últimas 2 décadas, a renda média dos brasileiros duplicou. É preciso continuar neste caminho de progresso social. Para isso é preciso eliminar os “gargalos” que vêm afetando o lado da oferta da economia brasileira; redução dos gastos correntes do Estado e Setor Público, captação e maior estímulo ao investimento privado reduzindo a carga fiscal que incide sobre as empresas, mais planejamento (planeamento) e investimentos em infraestrutura deveriam ser as alternativas. Um dos muitos exemplos da inadequação de metas ao planejamento pode ser encontrado no programa governamental “minha casa, minha vida”. A fixação de uma meta de construção de 2 milhões de casas até 2014, implicaria um objetivo de entrega de 1.300 novos imóveis /dia. Qualquer operador do mercado, sabe que nas atuais condições, isso não é possível. Estimativas de mercado, apontam para que exista um stock de 2 milhões de imóveis usados prontos a habitar e que obedecem aos requisitos do programa. Sendo objetivo do “minha casa, minha vida” financiar em condições favoráveis a aquisição de uma primeira habitação condigna, que vantagens trás para o consumidor, a mobilidade urbana e o ambiente, a construção de uma moradia nova na maioria dos casos em locais de periferia de difícil acessibilidade e solos ainda não ocupados, em relação à aquisição de um imóvel usado pronto a habitar e que cumpra os requisitos do programa?

No que se refere a Portugal em período de pré-campanha, deixamos a sugestão de “pautas” para um compromisso sério entre candidatos e eleitores no que se refere a medidas que os afetam/ beneficiariam.

Depois de eleito está disposto a encarar com seriedade o objetivo de reduzir o IMI para o valor mínimo fixado legalmente, bem como derramas e outras taxas municipais? a dar o seu contributo propondo medidas concretas para a “desburocratização” dos serviços camarários da sua autarquia? a encarar a aprovação ou a revisão do PDM do seu concelho como objetivo estratégico do seu mandato? a encontrar em parceria com o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana soluções, junto das instituições financeiras, que aumentem a oferta de imóveis no mercado social de arrendamento no seu concelho?

Ficam algumas das muitas sugestões de temas a incluir no compromisso entre candidatos e eleitores.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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