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Fecha: 28/1/2020
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12 marzo 2019

A competitividade estratégica de Portugal tem uma oportunidade na nova “Rota da Seda”!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

A recente visita do presidente chinês, Xi Jinping, veio confirmar uma maior proximidade chinesa formalizada na última década. Um caminho iniciado no século XVI com a chegada dos navegadores portugueses à China e que no século XXI tem a sua reciprocidade.

Para compreender a competitividade de Portugal é necessário analisar as tendências evolutivas de um conjunto de factores como, economia interna e internacionalização, finanças e decisões governamentais, infra-estruturas, gestão, inovação e recursos humanos.

Em 2018, Portugal subiu no ranking de competitividade do IMD (Institute for Management Development), 33 º em 63 economias mundiais. Esta foi a nossa melhor posição desde a edição de 2004. Para essa subida contribui mais significativamente a eficiência empresarial e o desempenho económico. E que novos “input´s” poderá trazer-nos esta aproximação chinesa? O reforço do investimento chinês em Portugal e de investimentos luso-chineses em Países terceiros na Europa, África e América Latina conjugando a força financeira da China com o nosso “know-how”.

Citando Deng Xiaoping “ _a prática é o teste da verdade”. Para lá das intenções expressas importará testar a sua efectividade. Numa economia globalizada, um novo sistema mundial poderá vir á articular as relações de poder económico e as suas dependências. Novos padrões de especialização e divisão do trabalho internacionais irão ser relevantes numa nova era de cadeias de valor globais. A “Cintura e Rota” é o primeiro exemplo de uma política económica transnacional. Em Portugal a política externa não se reduz à política europeia. Somos uma porta de entrada na Europa e num vasto mercado que fala português e temos relações consolidadas na América Latina, na África Subsariana e na Índia. Com os EUA virados para si próprios apostados no protecionismo e no fortalecimento do dólar, a China procura colocar-se no centro de uma nova ordem económica global.

Em Portugal no turismo e no imobiliário continuamos a apresentar bons resultados. Estabilização nas dormidas, 21 milhões de hóspedes, 57 milhões de visitantes e receitas na ordem dos 17 mil milhões de euros. Dos 13 milhões de turistas chineses que viajaram para Europa, foram registadas em Portugal 455.000 dormidas de 260.000 visitantes, sendo o turista que mais consome per capita. A procura turística chinesa tem um elevado potencial de crescimento em número de visitantes e duração média de estadia. Continuar a aposta de promoção nesse mercado emissor, particularmente no digital, apostando em parcerias com operadores turísticos, Alibaba Group e o “We Chat” é da maior importância.

O turismo continuará a ser a maior atividade económica exportadora do nosso país e a principal fonte de financiamento da balança comercial. Pelo segundo ano consecutivo Portugal foi considerado o “Melhor Destino do Mundo” pelos” World Travel Awards”, um dos mais importantes prémios do turismo à escala mundial. Turismo que atraia visitantes que pela sua experiência se tornem residentes e investidores. Uma nova procura que de acordo com o “ Emerging Trends in Real Estate Europe” coloca Lisboa no 1º lugar do destino de investimento imobiliário na Europa em 2019.

Turismo que a par do imobiliário poderá impulsionar a marca global Portugal, “umbrela” que permita impulsionar outros sectores da actividade económica e outras marcas nacionais, na indústria, agro-alimentar, comércio e serviços. Portugal tem de se tornar atractivo numa estratégia de expansão consolidada e transversal, que crie produtos e serviços, diferenciados e de qualidade, que possibilitem experiências exclusivas aos consumidores. Em Portugal continuamos a ver nas circunstâncias externas, obstáculos que podem aniquilar os nossos melhores planos. Em primeiro lugar é preciso pensar estratégico. Depois aproveitar o que de melhor as circunstâncias externas nos permitam. A “Rota da Seda” poderá tornar-se uma oportunidade de cooperação estratégica com o investimento chinês.

Fuente: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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