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12 octobre 2015

Convergência estratégica do Turismo e imobiliário terá de reflectir-se na governabilidade!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Bem diferente da última edição em que estivera presente. Este foi o ano da forte presença das principais redes imobiliárias que operam no segmento residencial e que concentram a maior fatia desse mercado. É um caminho iniciado em finais da década de 90 e que as enormes dificuldades sentidas no sector em 2012 e 2013 vieram reforçar.

Essa caminhada deixa espaço para os escritórios das grandes consultoras internacionais e empresas imobiliárias de pequena dimensão altamente especializadas em mercados locais ou focadas na prestação de serviços imobiliários específicos vocacionados para nichos de mercado como “buy to rent”, “management rentals” ,“short rental”, investimentos “value added”. 

Em Portugal existem hoje condições para continuar a atrair diferentes perfis de investidores em função de diferentes graus de risco. Existe oferta de boas localizações a preços competitivos com rendimentos de arrendamento estáveis e outras com maior risco que deverão permitir maiores retornos. Existe procura por activos de rendimento e edifícios para reabilitar com maiores incentivos fiscais; investidores institucionais e promotores em busca de activos como prédios por reabilitar nos centros históricos de Lisboa e Porto para hotelaria e residencial e investidores finais de pequena dimensão que procuram fracções residenciais para habitação ou “short rental” e lojas arrendadas. 

O dinamismo do sector do turismo e “ferramentas” como os “golden visa” e o regime de benefícios fiscais para reformados têm permitido até agora dinamizar o mercado imobiliário. Também a aposta na reabilitação urbana é um dever ético e uma oportunidade estratégica e terá de tornar-se irreversível. 

A banca ainda às voltas com os excessivos “stocks” imobiliários provenientes do incumprimento bancário parece querer voltar a financiar a aquisição de “casa própria”. São indicadores positivos para um sector de actividade que dá trabalho e rendimento a milhares de portugueses e que tem ainda um enorme potencial de crescimento prosseguindo na especialização e profissionalização dos serviços prestados por toda a cadeia de valor. 

Não encontrei nos programas de governo, sujeitos a recente sufrágio, dos partidos do arco da governação diferenças significativas. Existem condições para uma concertação estratégica de governabilidade no que se refere aos incentivos à reabilitação urbana e à continuidade de políticas que permitam a continuidade do investimento imobiliário. É preciso manter condições de atractividade e num mercado global e altamente competitivo acompanhar a concorrência de outros mercados captadores. Com volume de liquidez significativo, com as baixas de taxas de juro praticadas a tornarem pouco atractivas outras alternativas de aplicação de capitais e preços competitivos do produto imobiliário, Portugal poderá manter-se na rota dos investidores internacionais. 

Para além de mais oportunidades de trabalho que a fileira da construção e do imobiliário poderá continuar a oferecer, a maioria dos portugueses precisam de que a oferta imobiliária se adeque às suas necessidades e capacidades financeiras. Tal como a reabilitação urbana e a eficiência energética dos edifícios, o mercado de arrendamento deveria manter-se como uma aposta estratégica dos governantes. Mais do que nobres intenções, o mercado de arrendamento precisa de mais incentivos. É fazer as contas. 

Se quisermos prosseguir políticas de recuperação do edificado e de sustentabilidade ambiental mas que promovam a oferta de mais produto imobiliário que a maioria dos portugueses possa arrendar medidas complementares terão de ser tomadas. O “seguro renda”, produto que tive oportunidade de conhecer quando residi em S. Paulo e que dá maior segurança ao “investidor – arrendador”, tornar o IMI da casa arrendada redutível no IRS e outros incentivos fiscais à reabilitação para fins de arrendamento a preços convencionados por um dado período, são propostas que nos últimos tempos têm sido colocadas na mesa dos decisores.

É preciso que as “janelas de oportunidade”, depois de um difícil período de crise, possam manter-se abertas ao investimento. Portugal não pode perder competitividade e tem de continuar a canalizar a maioria desse investimento para a modernização e qualificação das cidades portuguesas. É crítica a utilização dos fundos disponíveis no quadro Portugal 2020. É crítico adequar o quadro legal e fiscal às novas condições do mercado. 

É crítico reduzir o número de entidades que participam na decisão da Administração Pública. É crítica uma convergência de governabilidade que mantenha a confiança dos investidores no mercado imobiliário.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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