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01 octobre 2019

No limiar de um novo ciclo político e económico, aconselha-se “low profile” e prudência!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Como em anterior artigo aqui referimos, a resposta nacional à previsível recessão económica, passa pela estabilidade legislativa e condições de governabilidade. Ao finalizar mais uma legislatura, o alívio da pressão da dívida pública nos encargos orçamentais a par do crescimento económico, com destacado contributo do turismo e da fileira da construção e imobiliário, permite-nos encarar o novo ciclo político e económico com cautelosa confiança.

Face à degradação da actividade económica na zona euro e às baixas espectativas globais em função dos elevados níveis de incerteza, Mario Draghi anunciou uma nova descida das taxas de juro dos depósitos, o reinício a 1 de Novembro da compra líquida de activos, a aplicação de taxas mais favoráveis para o financiamento da banca, sem que tenha estabelecido um prazo para o fim desses estímulos.

Em período de transição da presidência do Banco Central Europeu para Christine Lagarde, a autoridade monetária da zona euro quis transmitir um sinal de que utilizará os instrumentos monetários ao seu alcance, para estimular a economia da zona euro e impulsionar a taxa de inflacção de 1% previsional para 2020.

Ainda segundo Draghi, os governos da zona euro com folga orçamental deveriam aproveitar estas medidas para estimular o consumo interno e aqueles que como Portugal têm uma maior dívida pública, em caso de necessidade, poderiam deixar agravar o saldo orçamental.

Apesar da resistência alemã e holandesa, o BCE parece determinado em combater as tensões recessivas na economia europeia e estender esse compromisso às governações dos Estados da zona euro. Perante este cenário macro - económico e as medidas anunciadas, em Portugal teremos de prosseguir a aposta na competitividade dos “cluster´s” com maior representatividade no crescimento económico.

Apesar dos constrangimentos externos, empresas e colaboradores, devem prosseguir o caminho da qualificação, produtividade e internacionalização, para que não se revertam os resultados obtidos no pós - crise.

À governação saída das eleições de Outubro, exige-se melhoria nas infra - estruturas que possam contribuir para a consolidação de Portugal como destino turístico e de investimento e facilitem a actividade dos sectores económicos exportadores, estabilidade legal e fiscal que afaste experimentalismos populistas e as consequentes novas leis, decretos e portarias, mas sobretudo desburocratização. É preciso pensar e agir estratégico, fugindo das tentações legislativas de curto prazo, sujeitas às agendas das corporações dos interesses particulares e à pressão mediática.

O “caminho faz-se caminhando” mas é preciso implementar políticas em função de uma estratégia nacional, de consenso tão amplo quanto possível. Não nos iludamos. A base interna do “milagre económico” ocorrido nos últimos anos, foi o turismo, imobiliário e outros “clusters” exportadores.

A base externa foi uma conjuntura internacional favorável, a melhoria dos rating´s da dívida pública e juros baixos no mercado financeiro. Desde 2013 que subimos no ranking da competitividade do turismo do Fórum Económico Mundial; 12º lugar em 2019. Ainda segundo o “Internations” comunidade constituída por 3,6 milhões de “expats”, somos o primeiro à escala europeia e o 3º melhor País para viver e trabalhar no Mundo, em função de critérios como qualidade de vida, baixo custo de vida, socialização e actividades de lazer e facilidade de integração de expatriados.

Como factores negativos a ter em conta e extensíveis aos portugueses residentes, a necessidade de melhorar a perspectiva de carreira e segurança do emprego. Para isso é preciso que o novo governo, para além de uma fiscalidade “amiga” das empresas e do trabalho, crie condições de sustentabilidade ao crescimento e competitividade das nossas empresas, por forma a que se tornem atractivas à captação de talento e à contratação de recursos humanos nacionais e estrangeiros adequados aos novos desafios.

Uma nota final para a celebração do 6º aniversário da revista “Magazine Imobiliário”. Para lá da amizade que nos une há muitos anos, a capacidade de empreendedorismo e resiliência da Anabela Loureiro e do Joaquim Pereira de Almeida, são um exemplo para o jornalismo e os mercados turístico e imobiliário. Como bem se refere no editorial da sua última edição, de repente o imobiliário está na moda. “Low profile” e prudência são os conselhos de quem anda nestas andanças há um bom par de anos.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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