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10 mars 2015

O novo cenário do Brasil e uma boa ideia nos chegou de Angola!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Faz agora 3 anos que retornei ao Brasil e neste período de vivência profissional pude testemunhar os 3 períodos da economia brasileira retratados num “post” profusamente divulgado nas redes sociais.com 3 capas da “Economist”.

Quando em Março de 2012 aqui cheguei, o Brasil vivia ainda sob o efeito da “decolagem” de 2009 e já em 2013 alguns sinais indiciavam que esse ciclo de crescimento sustentado não iria durar para sempre. Depois da organização da Copa do Mundo de Futebol ter exposto uma das mais graves lacunas transversal a toda a sociedade brasileira, incapacidade de pensar estratégico e planejar, em 2015 iniciamos um novo cenário que a “Economist” caracterizou de “pântano” mas que no nosso entender é de “pantanal”. Apesar da semelhança do nome, no pantanal apesar das muitas “áreas alagadas” elas estão longe de virar pântano.

O risco existe, mas se as anunciadas medidas de ajustamento económico e fiscal forem implementadas, muitas das “áreas alagadas” tornar-se-ão no futuro mais eficientes pela obtenção de melhores resultados com menos custos e em menor espaço de tempo e mais eficazes se os decisores tomarem decisões acertadas. Exemplo do que não poderá acontecer no futuro é o estilo de “governança” Petrobras que em 4 anos levou a uma desvalorização da empresa próxima de 85%. Tendo sido cotada em Setembro de 2010 com um valor de mercado de 270 bilhões de dólares, em 2015 a Petrobras já atingiu cotações de cerca de 41 bilhões de dólares, menores que as de algumas petrolíferas norte-americanas da “segunda divisão”. No mercado imobiliário apesar do cenário menos favorável à expansão do crédito para aquisição de imóveis financiado pelo SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, a exposição do sector bancário brasileiro ao crédito imobiliário continua baixa.

Quanto aos programas de construção de moradias no âmbito do MCMV - Minha Casa Minha Vida para a populações de mais baixa renda e onde se encontra o maior déficit habitacional, nos primeiros 2 meses as contratações foram adiadas apesar de oficialmente o governo ter anunciado para o 1º semestre de 2015, a contratação da construção de 350.000 casas. No seu discurso de tomada de posse, Miriam Belchior, a nova presidente da Caixa Económica Federal, reafirmou a meta de contratação da construção na 3ª fase do programa MCMV; 3 milhões de casas. Entretanto, uma delegação de 150 empresários do Estado do Rio de Janeiro estará presente na 26ª edição do MIPIM que se realiza de 10 a 13 deste mês em Cannes.

O grande objectivo desta presença é a captação de investimento internacional para financiar projectos de reabilitação urbana como a do “Porto Maravilha” e operações no mercado imobiliário. Enquanto isso no Ceará, fontes do sector estimam que o tempo necessário para o escoamento do atual estoque de imóveis seria de 1 ano enquanto a média no Brasil é de 2 anos e em alguns Estados é de 4 anos. Não sendo um “oásis”, o mercado imobiliário cearense mantém bons níveis de crescimento e continua apresentando grandes oportunidades de investimento.

Uma boa ideia nos chega de Angola; à terceira será de vez?

Há 9 anos atrás, o Millennium BCP lançava uma OPA sobre o BPI. No ano seguinte foi a vez do BPI contra- atacar. Ambas as operações falharam. Na sequência de uma nova Oferta Pública de Aquisição de uma instituição financeira espanhola sobre o BPI, a ideia de ter um banco com maioria de capital lusófono e com massa crítica suficiente para aspirar liderar o mercado financeiro em Portugal, Angola e Moçambique é seguramente uma boa ideia. Se conseguisse estender as suas operações ao Brasil e a Cabo Verde melhor ainda.

Como em outros sectores da actividade económica, a escala continua a ser uma das principais condicionantes da rentabilidade e competitividade operacional das empresas portuguesas e dos PALOP´s -Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e é inibidora de uma maior internacionalização. Num momento em que aos poucos, a banca portuguesa parece retomar a sua actividade normal, financiamento da economia real, a criação de uma instituição bancária com maior peso e dimensão sediada em Lisboa e com maioria de capital lusófono gerou grande expectativa.

De acordo com a AECOPS- Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços, 2015 será o ano da inversão do profundo ciclo de crise que tem devastado o sector da construção em Portugal na última década. Neste ano espera-se a retoma do crescimento da actividade, tendo por base o segmento da manutenção e reabilitação do edificado e espaços públicos.

O próximo Quadro Comunitário de Apoio até 2020, destinará à reabilitação urbana e eficiência energética cerca de mil milhões de euros. No mínimo esse valor poderia ser duplicado, caso as instituições financeiras portuguesas estejam em condições de alavancar essas linhas de financiamento através da concessão de crédito a empresas e particulares nessas áreas de actividade. Por último, não será por falta de competência dos agentes que nele atuam que o mercado imobiliário português deixará de ser competitivo.

Na sua Convenção Internacional anual realizada em Las Vegas, a maior rede imobiliária a operar em Portugal com cerca de 200 agências imobiliárias acaba de ser galardoada como a melhor operação da marca à escala mundial, num universo constituído por mais de 85 países.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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