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01 juin 2015

O “ virar de página” no PIB brasileiro; continuemos a falar de confiança e “funding bancário”.

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

No último artigo aqui publicado referimo-nos ao “virar de página” no mercado imobiliário brasileiro e particularmente no Ceará. Nos primeiros resultados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), depois da revisão na metodologia de cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), a economia brasileira recuou 0,2 % nos primeiros 3 meses de 2015. Trata-se do primeiro resultado oficial negativo e a generalidade dos analistas económicos apontam para a continuidade deste cenário recessivo nos próximos trimestres. É o “virar da página” no PIB brasileiro.

Uma simples decomposição dos principais agregados do setor produtivo, análise do PIB na óptica da oferta, revela um crescimento no agro- pecuário e recuos na indústria e nos serviços, de respectivamente, 0,3 e 0,7%. O resultado negativo do agregado serviços está particularmente ligado à queda do consumo sob o efeito “tóxico” do crescimento da inflacção e do desemprego.

Numa tentativa de conter o avanço da inflacção, o COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil), tem vindo sucessivamente a aumentar a taxa SELIC, taxa básica de juros da economia brasileira, para diminuir o “dinheiro” em circulação e conter a expansão do crédito. Hoje fixada em 13,25 % / ano, a generalidade dos analistas económicos acredita que até final do ano, possa a atingir o patamar dos 14%. Da análise do PIB, na óptica da demanda, no 1º trimestre e decompondo os seus agregados, o Consumo das famílias caiu 1,5 %, o Investimento privado caiu 1,3 %, os Gastos do Estado caíram 1,3 % e o saldo acumulado da balança comercial neste período é deficitário em 5,557 bilhões de dólares.

Destes agregados o menos previsível é o Investimento pois resulta do em muito, do grau de confiança de empresários e investidores no futuro da economia. Se o ministro Joaquim Levy parece ter convencido as agências de classificação de risco e os investidores internacionais quanto à implementação do ajuste fiscal e terem sido dissipadas “nuvens” mais sombrias de uma crise financeira continuada com disparada do dólar, os agentes económicos internos mantêm baixos níveis de confiança. “Ver para crer” com a certeza que em 2015 o PIB brasileiro deverá recuar entre 1,25 e 2%. E o mercado imobiliário como fica? Também no último artigo publicado havíamos feito referência à importância do “funding bancário” e que algumas medidas neste âmbito seriam previsíveis. Nos últimos dias, tudo boas notícias para o mercado imobiliário.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) confirmou a liberação de mais recursos para o crédito à “casa própria”. Serão mais 22,5 bilhões de reais para financiamento habitacional provenientes dos depósitos da caderneta de poupança. Para compensar esta medida e evitar maiores tensões inflacionistas, o Banco Central aumentou de 20% para 25%, o compulsório sobre os depósitos a prazo. Por sua vez, o Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) ampliou os recursos disponíveis para aquisição de imóveis em 5 bilhões de reais, para os trabalhadores com mais de 3 anos de conta FGTS. Estes novos recursos do FGTS são para financiamento de “casa própria” até o valor de 400 mil reais e irão beneficiar famílias com renda acima dos limites do Programa “Minha Casa, Minha Vida”.

A banca privada está a começar a entrar na briga por mais quota de mercado no financiamento imobiliário. De acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) o mês de abril foi o melhor em concessão de crédito, desde 1995. Um crescimento de 9% em relação a Março e 0,8 % face a período homólogo em 2014. É um novo mercado para a banca privada até aqui apenas competindo no segmento de alto padrão. Neste “virar de página” do PIB brasileiro, o mercado imobiliário vai contar com “funding bancário” e isso é muito importante.

E em Portugal?

O INE (Instituto Nacional de Estatística) revelou um crescimento da economia portuguesa de 1,5% no primeiro trimestre, reflectindo crescimento do Consumo das famílias, Investimento privado e Exportações, com especial destaque para a evolução positiva de 7% deste última variável.

Parece comprovar-se que Portugal tem condições para crescer. Ainda de acordo com o recentemente publicado,” World Competitiveness Yearbook 2015”, relatório anual do IMD (Institute for Managemente Development), Portugal foi o segundo país que mais subiu no ranking dos países mais competitivos do Mundo. Se tivermos em conta que os critérios de avaliação são, performance económica, eficiência do governo, eficiência das empresas e negócios e infra – estrutura, parece comprovar-se que Portugal também tem condições para aumentar a sua competitividade, apesar dos condicionalismos externos. Quanto ao mercado imobiliário seguramente o pior já passou mas algumas recentes notícias preocupam.

A quebra de procura por arrendamento residencial por falta de competitividade deste mercado e a diminuição do número de “golden visa” atribuídos nos primeiros meses deste ano. Não dá para entender. Nos últimos anos, legislativo e executivo pareciam caminhar numa dada direcção; tornar o mercado de arrendamento activo e operacionalizar novos mecanismos de captação do investimento estrangeiro no mercado imobiliário. Recente estudo da APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal) revela um enorme desequilíbrio entre oferta e procura no mercado de arrendamento residencial, particularmente no segmento maioritário (42%) que busca rendas até 300,00 € /mês).

A excessiva carga fiscal aplicada pelo mesmo legislativo e executivo que quer um mercado de arrendamento activo, inviabiliza qualquer tentativa do lado da oferta se ajustar às necessidades dessa procura. O mesmo legislativo e executivo que criou com enorme sucesso os “vistos gold” não consegue impedir atrasos na sua atribuição e renovação.

Segundo a APR (Associação Portuguesa de Resorts) nos primeiros 5 meses Portugal perdeu para concorrentes como Espanha, França e Itália, 185 milhões de euros. Valha o dinamismo e empreendedorismo dos operadores. Profissionais imobiliários portugueses estão a caminho da capital francesa para fazer a sua parte, participando do Salão do Imobiliário e do Turismo Português em Paris. Votos de Sucesso.

Source: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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