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15 novembro 2017

O Imobiliário mexe com o país

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur


Portugal está a aprender a lidar com o sucesso e a colocar o fado apenas nos restaurantes ou tascas típicas de Alfama. Para trás, fica a canção de Lisboa como sinónimo de fatalidade. 

Já ganhamos o europeu de futebol, temos o melhor jogador e treinador do mundo, e até ganhamos o festival da Eurovisão. Isto, para ser sintético. Muitas mais conquistas, que enchem o orgulho português, tivemos. 

Portugal é um país em mudança. O turismo cresce a cada dia, temos cientistas, artistas, atletas e muitos mais a singrarem como nunca imaginámos ter. E estrangeiros de renome e anónimos com um interesse no nosso país como nunca antes visto. 

E, provavelmente, o que nunca imaginámos também, era ler tantas notícias abonatórias do país e do seu desempenho, nomeadamente, no sector imobiliário. 

Num olhar rápido pela imprensa, encontramos sinais claros de que a retoma do país, em muito, passa pelo imobiliário.

Segundo a consultora internacional Ernest & Young, em 2016, Portugal conseguiu captar o maior valor de investimento direto estrangeiro dos últimos 20 anos. Segundo o estudo que refere que Lisboa, seguida do Porto, são as duas regiões mais atrativas, o maior destaque deste investimento vai para os sectores de bens de consumo, imobiliário, construção e indústria. 

Por outro lado, recentemente, em Madrid, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afastou os riscos de uma bolha especulativa no mercado imobiliário europeu, tendo acrescentado “o crescimento positivo do valor de mercado no sector imobiliário ajuda ao crescimento do crédito, e ao mesmo tempo contribui para aumentar o valor no sector”. 

No dia seguinte, curiosamente, a Deloitte dá a conhecer um estudo segundo o qual os investidores institucionais devem começar a substituir os "oportunísticos” no setor imobiliário nacional, uma tendência avançada pelo 1.º inquérito trimestral ‘Portuguese Real Estate Investment Survey’. 

Segundo a consultora, os investidores designados “oportunísticos” são movidos por preços baixos, enquanto os institucionais são “mais seletivos e com maior capacidade de investimento”, esperando-se que os preços dos imóveis continuem a subir. 

Mas, consequência destas tendências, e mais importante de tudo, o mercado imobiliário está a gerar emprego estável e poder de compra. Os trabalhadores da construção aumentaram 5,6%, para 303,7 mil, no primeiro trimestre do ano, face ao período homólogo, registando o sector “o melhor trimestre inicial dos últimos cinco anos” em termos de emprego, divulgou a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas. 

O aumento do número de trabalhadores da construção neste período, mais 16 mil, representou 11% do acréscimo do emprego total da economia. O ano 2016 já tinha encerrado com um crescimento de 4,5% do emprego no sector da construção.
O dinamismo do mercado imobiliário é considerado o grande responsável pela recuperação da atividade do sector da construção. 

Notícias, todas elas bem recentes, e que desmistificam algum do preconceito em relação ao mercado da construção e imobiliário, que, como já aqui defendemos, tem necessidades de construção nova e crescimento.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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