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11 maio 2018

Ex-Feira Popular de Lisboa alimenta 700 fogos de renda acessível em Entrecampos

feira popular

Chama-se "Operação Integrada de Entrecampos" e tem como centro nevrálgico os antigos terrenos da Feira Popular. É o projeto da Câmara de Lisboa para revitalizar a zona e irá na próxima semana ser discutido em reunião da autarquia, para abertura de um período de discussão pública. A área de intervenção, além dos lotes onde já funcionou a Feira Popular, abarca dois terrenos confinantes com a Avenida Álvaro Pais e vários espaços junto à Avenida das Forças Armadas (desde a Praça de Entrecampos ao antigo mercado). O conjunto da intervenção, em zonas próximas mas não contíguas, estende-se por uma área global de 25 hectares.

No total, prevê-se a construção (maioritariamente com novas habitações, mas também com reconversão) de 979 fogos. Destes, 279 ficarão no perímetro da antiga Feira Popular e serão colocados no mercado, em venda livre, pelo promotor que vier a comprar os terrenos (estes aguardam que a Câmara os aliene em hasta pública). Aliás, será com o montante a arrecadar no leilão que a autarquia irá pagar os trabalhos que lhe competem no âmbito da Operação Integrada de Entrecampos.

Segundo a proposta do executivo camarário, que na manhã desta sexta-feira foi distribuída a toda a vereação, na área do antigo parque de diversões ficará também um centro de escritórios, com 148 mil metros quadrados de superfície de pavimento. Os espaços comerciais, que vão privilegiar as lojas de rua, ocuparão 40 mil metros quadrados de construção.

A maior parte do parque habitacional (700 em perto de um milhar, que a Câmara dirige às “classes médias”) será, contudo, destinada a fogos de renda acessível. Nesta frente, a autarquia assume a "parte de leão" dos encargos e dos trabalhos, num projeto viabilizado também pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pelo Estado, através do Ministério da Segurança Social.

Assim, das sete centenas de fogos de renda acessível, 515 serão de construção direta pelo município. Já em relação a 122 novas habitações, serão criadas num espaço já edificado. Trata-se de imóveis de escritórios do Ministério da Segurança Social (localizados na Avenida da República - Entrecampos), que serão desocupados e convertidos em habitação. Está em negociação o protocolo entre a autarquia e o Estado.

Por fim, haverá mais 63 fogos de renda acessível, a construir pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, em lotes de que a instituição é proprietária.

Da microcidade que nascerá em Entrecampos, haverá novos equipamentos sociais e culturais: três creches, um jardim de infância, uma unidade de cuidados continuados, centro de dia e lar, disponibilização de um serviço de apoio domiciliário, a "preservação da memória" do Teatro Vasco Santana e a criação de uma galeria de arte.

"O total de novas áreas verdes de fruição pública é de 24.700 metros quadrados [cerca de 2,5 campos campos de futebol]", segundo a proposta da autarquia.

Para o executivo presidido por Fernando Medina, a nova face de Entrecampos é a "maior operação" urbanística "da atualidade no país" e uma das "mais importantes já realizadas na cidade desde a Expo98".

Na proposta que será discutida na próxima quinta-feira não são indicados prazos para concretização das fases da operação, nem adiantadas estimativas de custos para qualquer frente dos trabalhos.



Fonte: Eco.pt

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