Venda ou alugue a sua casa!
Área Pessoal Lista de imóveis Social

Pesquisar Notícias

Pesquisar

14 maio 2018

Crescimento sustentado

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

É, para muitos, surpreendente a recuperação conseguida pelo mercado imobiliário português, após os anos negros da crise que assolou Portugal. De um momento para o outro, fomos confrontados com a, para efeitos práticos, banca-rota, que levou à intervenção da troika, que nos apertou o cinto até ao último furo. E europa tinha uma grande desconfiança pelas políticas nacionais e estávamos sem esperança. Os efeitos não se fizeram esperar. Desvalorização, em termos gerais, dos imóveis, desemprego, emigração, e outros fatores colocaram-nos num beco sem saída.

Hoje, quase num registo bipolar, estamos radiantes. A troika abandonou Portugal, a economia está a crescer, o desemprego é quase residual e estamos a captar talento que vem trabalhar para o nosso país.

Seria um interessante exercício dissecarmos como se passa do 8 ao 80 em menos de uma década, mas o que nos importa aqui é o comportamento do mercado imobiliário.

Das casas que não se vendiam, passámos à escassez de habitação nas principais cidades do país. O imobiliário está, de facto, a recuperar (ou mesmo recuperado!) numa evolução comprovada do número de casas vendidas, na subida dos preços, no maior acesso ao crédito, e também nas taxas de juro que vieram dar uma ‘mãozinha’ importante.

Não podemos deixar de considerar que a este cocktail foi fundamental a junção da projeção positiva de Portugal além fronteiras, com o crescimento do turismo e a captação de investimento estrangeiro que, até há bem poucos anos, nem sequer consideraria o nosso país como destino para as suas operações.

Uma surpreendente nova conjuntura que faz com que, por exemplo, o SIL preveja o melhor ano de sempre, Portugal seja país de destaque nas maiores feitas mundiais de imobiliário, a reabilitação cresça a fartos dois dígitos, os preços continuem a sua escalada sustentada, as autarquias arrecadem mais receita imobiliária, o volume de negócios imobiliários cresça a cada trimestre, os compradores venham de mais e dos mais diversos países, os números do crédito habitação subam e até a nova construção esteja em crescimento.

Cenário que, se pensado há uma meia dúzia de anos, seria de um otimismo preocupante. Hoje, é um valor seguro. Nas principais cidades nacionais, mas também nas zonas rurais onde a vitalidade imobiliária não tem ímpar num passado recente.

Há, naturalmente, nestes períodos positivos, sempre muitos profetas da desgraça e velhos do restelo, mas o período sem ímpar em termos de crescimento imobiliário, acompanhado por outros sectores que lhes dão suporte, dão-nos a certeza de estarmos sustentados social e economicamente como nunca antes.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Comentário

Submeter

Os comentários são sempre sujeitos a apreciação prévia. Ficam excluídos da sua colocação online os comentários considerados ofensivos, insultuosos, difamatórios, inflamados, discriminatórios, e desadequados ao texto alvo de comentário.