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10 setembro 2018

Que futuro para a mediação?

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Face à conjuntura favorável que vive, neste momento, o mercado imobiliário português, há um dado positivo, entre muito outros, que ressalta: o sector é um dos que está a gerar mais emprego. Mas será, sem sombra de dúvida, um dado positivo? É inevitável que, num mercado em pleno crescimento, os recursos humanos tenham também de acompanhar esse rumo para suprimir a procura, mas, estará a acontecer da melhor forma?

São duas questões que colocamos. Mas, vamos a factos. Há cada vez mais pessoas a trabalhar no sector imobiliário em Portugal. Os números dispararam, particularmente nos últimos três anos, tendo atingido um máximo desde 2011. No final do primeiro semestre deste ano havia 35.700 pessoas a trabalhar diretamente no sector. O dobro das que estavam nesta atividade no mesmo período em 2015, ano em que, como todo sabemos, o imobiliário começou a recuperar da crise e a ser de novo um sector com atratibilidade.

Desde essa altura que número de pessoas que trabalham na compra, venda e arrendamento de imóveis tem vindo a crescer, mas o boom chegou em 2018, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística. Surpreendente (ou não!) como no segundo trimestre de 2018, o emprego no sector imobiliário registou a maior variação absoluta homóloga de postos de trabalho desde 2011. Comparando a 2017, o sector somou mais 8.300 empregos, disparando mais de 30%.

O INE inclui nas atividades imobiliárias as profissões que lidam com a compra, venda e arrendamento (apenas longa duração) de bens imobiliários, assim como a mediação e avaliação imobiliária e a administração de imóveis, sejam estes residenciais ou não residenciais. De sublinhar que, nesta categoria não se inclui o Alojamento Local, caso contrário, não imaginamos o que poderiam ser os números.

Aparentemente, trata-se de dados positivos. Geração de emprego, mais rendimento disponível e poder de compra em mais famílias, entre outros aspectos que poderíamos elencar.

Mas, serão mesmo boas notícias para o mercado e, sobretudo para os potenciais clientes? Neste caso, concordamos com as preocupações do presidente da ASMIP - Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal, segundo o qual há alguns aspetos que o preocupam no sector da mediação. Desde logo, e de maior gravidade, os profissionais ilegais que proliferam no mercado, sem formação e, muitas vezes, sem idoneidade, passando uma imagem negativa de um sector cheio de bons profissionais que investem em formação e que estão capacitados para responder às maiores exigências de qualquer operação imobiliária.

Com a nova legislação, que promoveu a liberalização do acesso à licença de mediação, em nossa opinião, quem mais perde na equação são os clientes, em primeira linha, mas também os profissionais preparados e que investem para servir o cliente de forma irrepreensível.

Ainda que já parta tardiamente, é o momento de reequacionarmos as regras de acesso à profissão e pensarmos que futuro queremos para a mediação, sob pena de se reforçar uma imagem que não serve a nenhum dos atores deste mercado.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Total de comentários:1Comentários

(13 set 18 04:03) Martinho Gomes

Gerente

Basicamente estou de acordo com o que acima consta. sendo certo que há mais vida para além Porto e Lisboa... É verdade que foi criado recentemente muito " Emprego " na Mediação Imobiliária, para isso muito têm contribuído as chamadas "grandes imobiliárias" as quais prometem altos rendimentos, cujos candidatos têm que ter carro, combustível, telemóvel, fato e gravata. Vencimento base, ZERO. Cuja missão primordial, enquanto se aguentarem é a de ATAFULHAR as caixas de correio sem regras, dos Cidadãos em geral. Esta situação aguenta-se até que o candidato se aperceba do logro, e ele e ou a família deixe de poder aguentar a falta de rendimento porque a " Entidade Patronal " escravizou o candidato a emprego, durante meses sem pagar qualquer ordenado, beneficiando isso sim, de um trabalho por vezes árduo, sem horário e sem qualquer vínculo, não obstante o desgaste e consumo do automóvel, telemóvel, das refeições do fato e da gravata. Por via disso eu defendo intransigentemente um VENCIMENTO BASE, na certeza de que

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