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13 setembro 2018

Venda de créditos imobiliários problemáticos pode valer €5,2 mil milhões

NPL

A venda de portefólios de Non-Performing Loans (NPLs na sigla inglesa – créditos problemáticos) em Portugal poderá atingir um volume superior a €5,2 mil milhões no acumulado de 2018 e 2019, estima a consultora imobiliária Prime Yield.

Em declarações ao Expresso, Nelson Rêgo, presidente executivo da Prime Yield, refere que "estes portefólios estão sobretudo nas mãos da banca, embora outras entidades financeiras de crédito também tenham algum produto para o mercado”.

Já quanto ao perfil dos investidores que agora apostam na compra daquele tipo de ativos, “serão sobretudo fundos e empresas de prestação de serviços, embora estes últimos também já detidos por fundos”, nota o mesmo responsável.

Nelson Rêgo explica ainda que há uma elevada concentração de NPL “no segmento de empresas e muitos destes créditos têm imóveis como garantia, pelo que os investidores que estejam interessados em imobiliário comercial e corporativo e com um perfil de risco mais elevado do que o investimento direto em imobiliário, estarão entre os mais ativos. Além disso, também as empresas de reestruturação de crédito estão bastante ativas, especialmente agora que a economia está favorável”.

Os dados a que o Expresso teve acesso foram divulgados esta quinta-feira em Londres, pela Prime Yield, na apresentação do seu mais recente research intitulado “Investing in NPL in Portugal: The Time is Now!”. O estudo foi apresentado por Nelson Rêgo durante a maior conferência europeia sobre NPL – a “NPL Europe- Autumn 2018”, organizada pela Smith Novak -, onde a Prime Yield participou.

€2 mil milhões de NPL vendidos em 2017

Aquela consultora garante que 2017 foi já um ano bastante dinâmico na venda de carteiras de NPL em Portugal – que terá ficado em cerca de €2 mil milhões -, mas que este ano e o próximo deverão ser bastante mais fortes em termos de transações deste tipo de ativos, antecipando-se crescimentos médios anuais na ordem dos 15% a 20%, o que elevará o volume de NPL transacionado em 2018 para €2,4 mil milhões e o de 2019 para €2,8 mil milhões.

O presidente executivo da Prime Yield explica que “a venda de NPL tem evoluído muito positivamente em Portugal, mas ainda temos um longo caminho por percorrer, já que o stock de NPL se mantém muito elevado e existe muita pressão para a desalavancagem. Isso, associado à melhoria das condições económicas e do mercado imobiliário, tem levado os bancos nacionais a encararem cada vez mais a venda destes ativos como uma das vias mais eficientes para acelerar a redução dos NPL”.

Nelson Rêgo assegura que, em simultâneo, “há maior procura por este tipo de produto, quer por empresas de recuperação de crédito quer por investidores especializados. Por isso, as condições estão reunidas para que o mercado se torne mais líquido e o ritmo de transações acelere”.

A consultora recorda que no seu Autumn Update , citando dados do Banco de Portugal, o stock de NPL em Portugal em março de 2018 ascendia a €34,5 mil milhões, depois de ter recuado em cerca de €16 mil milhões face aos mais de €50,5 mil milhões registados em Junho 2016. E conclui que "também o rácio de NPL decresceu consideravelmente neste período (de 17,9% em junho de 2016 para 12,7% em março último), embora se mantenha muito acima da média da Zona Euro (rácio de 4,8% no 1º trimestre de 2018)".

Fonte: Expresso

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