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19 setembro 2018

“ A propriedade é um roubo”. A “silly season” deu lugar à esquizofrenia ideológica!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Em tempos de escassez, após o ministro das Finanças Teixeira dos Santos, ter declarado em Abril de 2011 que o Estado português não tinha dinheiro para fazer face aos seus compromissos, o Estado criou regimes fiscais especiais para atrair o investimento de cidadãos estrangeiros e nalguns casos até lhes atribui passaporte português. Quisemos o seu dinheiro, pedimos que se substituíssem aos bancos. Mas agora os inimigos da propriedade invocam que estes investidores vieram desequilibrar o mercado imobiliário.

Quisemos o turismo e os actuais decisores continuam a porfiar por esse desígnio nacional. Ana Mendes Godinho é um exemplo de competência nesse domínio. Entrou e continua a entrar dinheiro no turismo e imobiliário, actividades económicas que a banca não quis ou não conseguiu financiar, o desemprego caiu para níveis históricos mas os inimigos da propriedade, invocam que o turismo veio desequilibrar o mercado imobiliário e o quotidiano das nossas principais cidades.

O aumento do preço do imobiliário é uma consequência destas apostas estatais na captação de investidores, em mercados que se comportavam abaixo do elevado potencial do nosso País. Atraímos através de instrumentos inovadores, o investimento, porque precisávamos e precisamos dele. E agora os inimigos da propriedade querem mudar as regras de jogo, porque estes negócios de propriedade estão a gerar lucro. Propriedade e lucro, dois pecados mortais de acordo com estes novos inquisidores.

Desde 2014, o mercado imobiliário consegui captar, de acordo com a APPII – Associação Portuguesa de Promotores Imobiliários, 70 mil milhões de euros. Capitais próprios, nacionais e estrangeiros, particulares e institucionais, que não recorreram à banca. Deste montante, 15 mil milhões são atribuídos aos “vistos gold” e ao regime de residentes não habituais. Nos últimos anos, quase todos os promotores imobiliários, apostaram em fontes de financiamento alternativas à banca. Quer pelo baixo risco da reabilitação num primeiro momento, existe propriedade e a velocidade da transacção imobiliária é atractiva, quer pelo ressurgimento da venda de empreendimentos em “planta”.

Reduzir a procura por via administrativa, fiscalidade, num regresso à economia dirigida por preconceito ideológico, é um erro. O momento exige um aumento da oferta para equilibrar o mercado imobiliário. E a especulação (?), essa justificação do fracasso económico dos regimes populistas totalitários aversos ao lucro e à propriedade, a fonte de todos os males. Regressemos ao “ancient régime”, ao congelamento das rendas e à morosidade nos despejos por incumprimento. Castiguemos os aforradores que investiram as suas poupanças em imobiliário em Portugal quando as poderiam ter transferido para uma offshore no estrangeiro. Esbulhemos os pecúlios dos pequenos investidores nacionais e estrangeiros com IMI, com Mais Valias, com agravamentos de IRS. Mudemos as regras a meio do jogo. Pelo regresso da degradação do edificado e das barracas nas grandes cidades. Em ano pré- eleitoral, a sily season deu lugar á obsessão ideológica com o turismo e o imobiliário.

Duas notas finais. Uma delegação da ADIT - Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil promoveu uma missão técnica de investidores brasileiros a Portugal. Num encontro que organizou com empresários e amigos portugueses, Felipe Cavalcanti teve ocasião de nos transmitir a sua satisfação pelo momento propício e positivo que vivemos nos mercados turístico e imobiliário e recordar-nos que devemos continuar a lapidar a “joia” e pensar no longo prazo. Aproveitar o momento sem nos alavancarmos porque a conta chega sempre, mais cedo ou mais tarde.
A visita de António Costa a Angola para além da forte componente económica contribuiu para a afirmação da afinidade entre dois povos unidos pela língua, cultura e laços de sangue. Os portugueses continuam a ter muito para fazer em Angola.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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