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28 setembro 2018

Proprietários transformam casa secundária em alojamento local

alojamento local

Nos anos 70, nove em cada dez proprietários desfrutavam do uso exclusivo da sua residência secundária para si e sua família. Ainda recentemente, nos anos 2000, oito em cada 10 nunca tinham optado por alugar a turistas a sua casa secundária. Há poucos anos, este cenário mudou e, actualmente, mais de dois terços dos proprietários fizeram da sua residência secundária um alojamento local pelo menos numa parte do ano, de forma a suportar as despesas correntes que estes alojamentos acarretam.

Hoje, os proprietários que possuem um alojamento unicamente para uso em alojamento local são significativamente mais numerosos. No início dos anos 2000, apenas 14% das residências secundárias eram adquiridas para fins de alojamento local exclusivamente e não para uso pessoal. Quando o crédito à habitação sofreu uma queda acentuada, este valor passou para 19%, e agora mais de um terço de todas as residências secundárias são adquiridas unicamente para uso exclusivo na modalidade de alojamento local.

Recentemente, a primeira motivação para a aquisição de uma residência secundária na Europa é a possibilidade de tirar proveito através do alojamento local, ultrapassando assim a vontade de compra para uso exclusivamente pessoal. “Num contexto de taxas de juro baixas, os investidores procuram ativos que gerem rendimentos”, declara Paul Tostevin, director associado da Savills, responsável pelos estudos. “Os compradores actuais de uma residência secundária pretendem que as propriedades gerem rendimentos e procuram cada vez mais não só suportar custos, mas também realizar proveitos”.
O boom alimentado pelo crédito do início dos anos 2000 e o rápido desenvolvimento do sector do Turismo levou a um rápido crescimento do mercado das residências secundárias na Europa e nos Estados Unidos da América. As companhias aéreas low cost abriram novas rotas no estrangeiro, tornando alguns destinos mais acessíveis.

Quando a crise financeira mundial despertou, os mercados imobiliários nacionais contraíram-se e a procura de residências secundárias diminuiu drasticamente. A retoma subiu nestes últimos anos, mas o panorama do sector mudou bastante. As plataformas especializadas em alojamento para férias contribuíram bastante ao facilitar aos proprietários o aluguer do seu alojamento e também abriram o mercado para além da procura turística tradicional.
“Nestes últimos 10 anos, a indústria das viagens online sofreu uma metamorfose. Realizar uma estadia num alojamento para férias deixou de ser uma solução de alojamento alternativa, tornando-se num tipo de estadia privilegiado”, comenta Juan Carlos Fernández, director Europa do Sul da HomeAway. “Beneficiando de uma notoriedade crescente no sector, os alojamentos para férias atraem não só mais turistas, mas principalmente um novo perfil de viajantes, os millenials. Estes turistas têm um poder de compra significativo, no que diz respeito ao orçamento ‘viagens’, embora o preço seja sempre um fator importante aquando da escolha do seu alojamento para férias, em particular porque viajam mais vezes”.

“O turismo mundial continua a crescer, as chegadas de turistas internacionais aumentaram para 7% o ano passado para alcançar níveis recorde de 1,3 mil milhões. Em simultâneo, a expansão muito rápida das plataformas de alojamento para férias, como a HomeAway, abrem o mercado a novos grupos de turistas e permite aos proprietários alugar com mais frequência os seus alojamentos e, por conseguinte, obter um rendimento extra significativo”, explica M. Tostevin.

Após o decréscimo do crédito à habitação, o mercado ficou limitado aos destinos inicialmente privilegiados, e foi dominado por compradores detentores de fundos próprios, para quem não era necessário ou pouco essencial recorrer a um crédito à habitação. A flexibilização das condições de crédito e as baixas taxas de juro deram um novo impulso ao mercado e a procura de propriedades mais pequenas e mais acessíveis aumentou desde 2013.

Com base na amostra do estudo, o preço médio de uma propriedade adquirida no ano passado alcançava os 242.000 euros (177.000 euros em Portugal), ou seja, menos 37% do que há menos de uma década. Um pouco mais de um terço (34%) das propriedades adquiridas eram apartamentos contra um quarto anteriormente, o que reflecte a evolução da natureza do mercado do alojamento de residências secundárias.

Um terço dos proprietários consegue compensar os gastos ocasionados pelas suas residências secundárias graças a rendimentos obtidos pelas rendas e outro terço realizando até mesmo benefícios. 35% dos proprietários portugueses obtêm algum proveito das suas propriedades e 38% conseguem cobrir parcialmente os gastos.

Os comportamentos de compra de uma residência secundária diferem segundo a origem dos proprietários. Os britânicos compram mais no estrangeiro do que os restantes europeus. Apenas 24% das suas propriedades situam-se no Reino Unido, 19% em França e 16% em Espanha. Da mesma forma, apenas um quarto das residências secundárias que pertencem a Holandeses estão situadas na Holanda. Para a maioria das nacionalidades representadas no estudo, a residência secundária situa-se no seu próprio país.

Para os espanhóis, italianos e portugueses, a predileção do seu próprio país é mais vincada, sendo que menos 5% das suas residências secundárias situam-se fora das suas fronteiras. As residências secundárias dos portugueses situam-se nas seguintes zonas privilegiadas: Algarve (17%), a região da grande Lisboa (15%) e região Norte (13%).

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