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15 outubro 2018

Transportes Públicos e Imobiliário

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Todos os trimestres são batidos novos recordes de licenciamento de construção e reabilitação de imóveis. Ainda assim, segundo a Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal, serão precisas mais 70 mil novas casas por ano, para suprir as necessidades das duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto.

Pese embora a valorização contínua dos imóveis, enquanto o rendimento disponível das famílias se mantém, o tempo médio de venda de uma casa tem vindo a diminuir nos últimos anos, sendo que no ano passado quase 85% das casas que foram colocadas no mercado demoraram menos de seis meses a ter novo dono. E estão a ser transacionados cada vez mais imóveis, sendo que em 2018, a venda de alojamentos familiares deverá crescer entre 10 a 15%.

Dos quase 85% de imóveis que demoram até seis meses a ser vendidos, 37,7% levam entre um a três meses e 46,67% demoram entre quatro a seis meses. E mais: só 4,44% das casas ficam “nas mãos” dos mediadores mais de um ano.

Dados estatístico que impressionam, sobretudo se tivermos em linha de conta que os juros podem variar e estão, neste momento, numa linha ascendente, e, ainda que haja mais emprego, o rendimento disponível e poupança das famílias não aumentou de forma substancial.

Fenómenos que, juntos, empurram as classes médias para os subúrbios das grandes cidades, onde os preços por metro quadrado também estão em clara ascensão.

Mas, que soluções temos então? Em minha opinião, muitas, mas, provavelmente, pouco viáveis. Isto, porque nenhuma das grandes ou médias cidades portuguesas têm redes de transportes eficazes que ofereçam a possibilidade de as pessoas trabalharem no centro e residirem em zonas mais rurais, a 50 ou 100 quilómetros de distância.

Os transportes urbanos funcionam de forma deficitária face às necessidades atuais, os suburbanos são muito limitados e as opções são muito restritas para quem trabalha, por exemplo, em Lisboa e reside (ou gostaria de residir) numa pacata aldeia de Almeirim, Torres Vedras, Vendas Novas ou Palmela.

Com grande probabilidade, muitas das pessoas que trabalham numa das grandes cidades portuguesas preferiria ter uma quintinha numa zona rural, onde tem uma qualidade de vida inigualável e um custo de vida muito abaixo do que tem neste momento, não fosse a inviabilidade do transporte próprio, a única opção que tem neste momento, dado a intermodalidade de transportes não ser uma realidade que sirva as necessidades reais de uma família de classe média.

Estamos esperançados que a atual conjuntura sirva para que o Estado se obrigue a repensar este tema, por forma também a repovoarmos e reabilitarmos zonas do interior e levar uma dinâmica económica a regiões que hoje não são apetecíveis para as famílias.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

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