Venda ou alugue a sua casa!
Área Pessoal Lista de imóveis Social

Pesquisar Notícias

Pesquisar

08 outubro 2018

Estabilidade legislativa e fiscal, motores de desenvolvimento

Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Os preços de venda do imobiliário português, sobretudo em Lisboa e Porto, não param de bater recordes. Segundo a Confidencial Imobiliário, em maio, o preço da habitação aumentou 16,4% face ao mês homólogo de 2017, uma nova aceleração no ritmo de subida e continuando a tendência até aqui. Depois de terminar 2017 nos 12,8%, a subida homóloga do preço das casas tem registado uma forte intensificação já este ano. Os preços em maio estavam 6% acima do patamar registado em dezembro. Acresce que, desde julho de 2016 o Índice de Preços Residenciais regista subidas mensais ininterruptas.

E o futuro, como vai ser? É a questão para o milhão de dólares. Mas, mesmo sem bolas de cristal, é certo que os preços das casas vão continuar a subir, pelo menos, nos próximos três anos, altura em que, gradualmente, vão começar a estabilizar. É esta a projeção feita por algumas entidades.

Um cenário que nos deixa mais sossegados. Ou não? Ainda recentemente, quando passava por Portugal, o prémio Nobel da Economia de 2017, Richard Thaler, afirma que o mercado da habitação português “está quente”, não garantindo que a próxima crise financeira provenha do sector imobiliário.

Sabemos que o imobiliário português recuperou à boleia do crescimento global da economia e das baixas taxas de juro. Mas não só. Para Ana Cristina Leal, da Direção de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, e conforme já aqui referimos também, o turismo e o investimento estrangeiro são agentes da força atual do mercado, pelo que é fundamental que a legislação se mantenha estável e previsível, sobretudo o Regime de Residente Não Habitual.

Portugal recebeu até agora cerca de 15 mil milhões de euros por via do Regime Fiscal para Residentes não Habituais e dos vistos gold. Instrumentos que são motrizes no investimento imobiliário em Portugal, dinamizando o sector imobiliário, mas também o turismo e a economia em geral.

Cerca de 80% dos estrangeiros que usufruem deste regime fizeram transações imobiliárias, o que só em investimento direto deve corresponder a cerca de 9 a 11 mil milhões de euros trazidos para o país. Já os vistos gold captaram quatro mil milhões de euros, o que equivale a um somatório de 15 mil milhões investidos no nosso país.

Como em qualquer sector, a estabilidade legislativa e fiscal são fundamentais para gerar confiança em investidores estrangeiros, sejam ou não institucionais. E isto, não apenas no que concerne aos regimes especiais, mas a qualquer legislação que toque o imobiliário.

Fonte: Francisco Grácio, Administrador da PortugalRur

Comentário

Submeter

Os comentários são sempre sujeitos a apreciação prévia. Ficam excluídos da sua colocação online os comentários considerados ofensivos, insultuosos, difamatórios, inflamados, discriminatórios, e desadequados ao texto alvo de comentário.