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09 outubro 2018

Regras do Banco de Portugal não travam crédito da casa. Em agosto foram mais de 800 milhões

imobiliario

Em  agosto, os bancos deram 810 milhões de euros em novos créditos para comprar casa. Foram mais cerca de 100 milhões face ao mesmo período de 2017, mostram dados do Banco de Portugal divulgados nesta terça-feira. Trata-se de um sinal de que o travão do BdP não estará a ter efeito pelo menos para já.


Estatísticas da instituição liderada por Carlos Costa mostram que, em agosto, os bancos disponibilizaram 810 milhões de euros em novos empréstimos para a compra de casa.

Este montante representa uma diminuição de 109 milhões quando comparado com os 919 milhões de euros registados em julho, mas numa base comparável representa uma aceleração. São mais 101 milhões de euros quando comparado com o mês de agosto do ano passado, período em que foram concedidos 709 milhões de euros. Em termos homólogos representa um novo máximo desde 2010.

Este aumento acontece no segundo mês em que estão em vigor as recomendações do Banco de Portugal aos bancos no sentido de estes colocarem alguns travões na hora de dar crédito às famílias para prevenir situações de sobreendividamento das famílias. Trata-se de um sinal de que a iniciativa do regulador da banca poderá não estar ainda a ter efeito.

Aliás, as mais recentes novidades que têm surgido no setor apontam para a manutenção da “guerra” do crédito. Ainda na semana passada, o Banco CTT anunciou a revisão em baixa do spread mínimo a aplicar na concessão de empréstimos para a compra de casa — para 1,1% — bem como estendeu dos anteriores 85% para 90% do valor do imóvel, o montante máximo que se dispõe a financiar (dentro dos limites do Banco de Portugal).

Poucos dias antes, também o Bankinter tinha revisto em baixa — para 1% — a margem mínima que se dispõe a cobrar aos clientes do crédito à habitação.

Crédito ao consumo também acelera

Também no crédito ao consumo, alvo também das recomendações da instituição liderada por Carlos Costa — assistiu-se a um novo aumento da disponibilização de financiamento tanto face ao mês anterior como ao mesmo período de 2017. Em agosto, os bancos concederam 404 milhões de euros em crédito ao consumo. Ou seja, mais 17 milhões face aos 387 milhões de euros registados em julho, bem como 55 milhões acima dos 349 milhões verificados em agosto do ano passado. Trata-se também de um máximo de pelo menos desde 2003, período em que começa o histórico do Banco de Portugal.

Ainda recentemente, o secretário de Estado adjunto e das Finanças, Mourinho Félix, revelou preocupação com o rumo do crédito e em particular para consumo. “É fundamental uma vigilância na evolução de crédito à economia. O crédito a particulares, em especial o crédito ao consumo, deve ser ser seguido com muita atenção para evitar que seja concessionado de forma imprudente como aconteceu no passado”, sinalizou Mourinho Félix.

A categoria de empréstimos às famílias com outros fins, é a única a sinalizar um movimento contrário. Em agosto, foram concedidos 136 milhões de euros com esse fim: menos sete milhões do que em julho e menos nove milhões que no mesmo mês de 2017.

De forma agregada, em agosto os bancos deram 1.350 milhões de euros em crédito às famílias. Trata-se de uma quebra de 99 milhões face a julho, mas comparativamente com agosto do ano passado são mais 145 milhões de euros, bem como um novo máximo desde o mesmo período de 2010.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, os bancos concederam já perto de 11 mil milhões de euros (10.821 milhões) em empréstimos às famílias. Ou seja, mais 18% do que no mesmo período do ano passado.

Fonte: Eco.pt

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