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11 outubro 2018

Banco de Portugal diz que o crédito pesa pouco na compra de casa. Principalmente em Lisboa e no Algarve

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O mercado imobiliário está ao rubro. Vendem-se e compram-se casas a um ritmo acelerado, mas poucas com recurso a financiamento bancário. Olhando para o número de imóveis comercializados, mas também para os empréstimos concedidos, o Banco de Portugal nota que o crédito continua a ter um peso diminuto nestas transações — apesar de ter aumentado nos últimos anos. Sinaliza, diz, um aumento das compras a pronto, movimento explicado pelo turismo. Um fenómeno mais expressivo em Lisboa e no Algarve.


“O mercado da habitação está a apresentar um elevado dinamismo e isso está associado não apenas aos fatores mais tradicionais — condições de financiamento mais favoráveis ou melhoria da situação financeira global das famílias e da economia em geral –, mas também ao aumento do turismo e à procura de imóveis por parte de não residentes“, afirma a instituição liderada por Carlos Costa, no âmbito do Boletim Económico, publicado esta quinta-feira.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo Banco de Portugal, com a chegada da troika a Portugal, o mercado imobiliário afundou. Sem crédito, as vendas e compras de imóveis deslizaram, atingindo mínimos por altura da “saída limpa” do programa de assistência financeira. Mas desde então, a tendência inverteu-se. E de forma expressiva, levando a crescimentos de dois dígitos tanto no número de operações como do valor das mesmas.

Seguindo este movimento do mercado, o crédito à habitação afundou. E, em 2015, com o imobiliário a recuperar, assistiu-se ao rácio mínimo entre transações e empréstimos para realizar essas mesmas operações. “O rácio entre o montante de novos empréstimos e o montante das vendas registou uma redução acentuada” até 2015 (barra amarela do segundo gráfico), acabando, nesse ano, por inverter a tendência de forma ligeira, lê-se no Boletim Económico.

Para o conjunto do país, o rácio entre empréstimos e vendas passou de 0,66 em junho de 2010 para um valor mínimo de 0,26 em junho de 2015, terminando em 0,34 em junho deste ano. “Esta evolução aponta para uma redução da importância do financiamento bancário a particulares nos desenvolvimentos do mercado da habitação em Portugal“, diz o Banco de Portugal.

Mais casas pagas a pronto. É o turismo
Porquê que se assiste a uma redução do peso do financiamento na compra de habitação? Por um lado, o Banco de Portugal aponta para a mudança que a crise ditou na forma como os bancos concedem crédito para a compra de habitação, deixando de emprestar a totalidade do valor. “Pode refletir um aumento do valor médio das vendas relativamente ao valor médio dos empréstimos”, diz no Boletim Económico, apontando para a “uma redução da percentagem do valor de aquisição que é financiada com crédito bancário”.

Por outro lado, o supervisor financeiro aponta a “existência de um aumento da percentagem do número de vendas que são efetuadas sem recurso a crédito bancário em Portugal por parte dos particulares”. Ou seja, imóveis que são pagos a pronto, o que poderá ser explicado tanto pelo aumento do número de estrangeiros a adquirir casas no mercado nacional, mas também de compras feitas por outras entidades para tirarem partido do turismo.

Esta redução do peso do financiamento bancário na compra de casa é bastante notória na área metropolitana de Lisboa e no Algarve, algo que, segundo o Banco de Portugal, “poderá estar associado à ideia de que nestas regiões o investimento estrangeiro ou a compra de imóveis por parte de empresas estará a ter um maior peso nas transações do que no passado”.

Novo crédito cresce, mas saldo está estável
Os números compilados pelo Banco de Portugal mostram que o crédito está a ter pouca expressão nos movimentos a que se assiste no mercado imobiliário nacional, revelando que os bancos, apesar de estarem a aumentar a concessão de empréstimos para este fim, têm adotado uma postura mais cautelosa do que no passado.

Os números mais recentes revelam que mesmo com as regras mais apertadas que o regulador decidiu aplicar para a concessão de créditos para a casa, os novos empréstimos continuam a aumentar. Em agosto, o segundo mês em que estão em vigor as recomendações do Banco de Portugal, os bancos deram 810 milhões de euros em novos créditos para comprar casa, mais cerca de 100 milhões face ao mesmo período do ano passado.

Aumenta a nova concessão, mas a realidade é que o saldo do crédito para a compra de casa pouco tem crescido. O saldo do crédito para compra de casa está a subir há quatro meses consecutivos, tendo chegado aos 92.860 milhões de euros em agosto, o valor mais elevado desde março, de acordo com a instituição. No entanto, está substancialmente aquém dos valores registados durante os anos que antecederam a chegada da troika a Portugal.


Fonte: Eco.pt

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