Criar Anúncio!
Entrar na Área Pessoal Lista de imóveis

Data: 22/2/2020
Frequência: Diária
Edições: Gratuitas

Pesquisar Notícias

Pesquisar

12 abril 2018

Baixa e Chiado perdem terreno para as Avenidas Novas

Imprimir
Lisboa

A zona das Avenidas Novas foi a que registou o maior aumento dos preços médios de oferta de apartamentos integrados em projetos de reabilitação (entre 2017 e 2018), com uma subida de 9,8% para os 6.056 euros/m2.

Foi mesmo a única zona em que a valorização acelerou face ao ano anterior (em 2017, o valor médio de oferta tinha subido 6,6%). Além disso, reforçou-se também como destino de investimento para a reabilitação residencial, concentrando agora 14% da oferta em comercialização (10% em 2017).

Esta é uma das principais conclusões da edição de 2018 do estudo “Reabilitação para Uso Residencial em Lisboa”, uma iniciativa da Prime Yield em parceria com a DLA Piper, hoje divulgado. O relatório mostra que apesar de a zona histórica (Baixa/Chiado/Av. da Liberdade) se manter como o principal alvo do investimento em projectos de reabilitação habitacional – concentrando 60% do total da oferta em venda na cidade –, verifica-se uma maior dispersão do investimento para outras zonas face ao ano anterior. Esta zona perdeu peso (71% em 2017),enquanto as restantes se reforçaram com destino de investimento, aumentando as suas quotas.

Em termos de preços de oferta, a zona histórica ( Baixa/Chiado/Av. da Liberdade 'áreas históricas') consolidou-se como a mais cara (6.900 euros/m ) da cidade, acentuando o seu diferencial face às restantes zonas. Se no ano passado, estava cerca de 35% a 16% acima das outras áreas, este ano o preço médio da zona 1 é 40% a 14% a superior às 2 restantes zonas, nas quais o preçomédio varia entre os 4.946 euros/m 2 emArroios/São Vicente/Penha de França e os 6.056 euros/m nas Avenidas Novas.

Ainda que o valormédio da zona mais cara esteja emtorno dos 2 6.900 euros/m2, as casas mais caras aí em oferta mais que duplicam esse valor, atingindo um patamar superior a 16.000 euros/m2 , como é o caso dos T4. Nota-se ainda que, à excepção dos T0, em todas as restantes tipologias desta mesma zona, o preço das casas no extremo mais elevado do mercado supera os 11.000 euros/m2.

“A reabilitação começou nas Zonas Históricas e é normal que, com a consolidação do mercado, o número de oportunidades nesta zona fique mais limitado e os investidores comecem a alargar o seu foco para outras zonas com potencial para este tipo de produto e onde podem obter retornos muito interessantes. Além disso, é também uma questão de diversificação, pois as outras zonas, sendo centrais, não são o principal eixo dos fluxos turísticos, o que tem atraído um tipo de procura diferente da que predomina nas zonas históricas, ou seja, mais motivada para aquisição para habitação própria”, revela Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield.

Comentário

Submeter

Os comentários são sempre sujeitos a apreciação prévia. Ficam excluídos da sua colocação online os comentários considerados ofensivos, insultuosos, difamatórios, inflamados, discriminatórios, e desadequados ao texto alvo de comentário.