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14 agosto 2019

Desafiar o futuro no mercado turístico e imobiliário; ameaças e oportunidades…!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Se no mercado turístico a ameaça da sazonalidade se revela constante, no mercado imobiliário é a sustentabilidade da procura em função dos ciclos económicos a ameaça de sempre no horizonte. Em Portugal vivemos momentos tendentes à estabilização e ajustamentos da oferta e procura nesses mercados.

Num mercado cada mais globalizado, tal como a tecnologia revolucionou o mercado turístico e os canais de distribuição da oferta turística e desenvolveu novos modelos de negócio como o alojamento turístico em imóveis, as “proptech” – “real estate technology”, “startups” que oferecem produtos tecnologicamente inovadores ao mercado imobiliário, surgem como o grande desafio ao futuro dos operadores no mercado imobiliário. Muitas delas oferecerem novas ferramentas tecnológicas para aprimorar a produtividade de agentes e consultores imobiliários, através da aplicação de “inteligência artificial” que permite a validação de dados, automatização de processos e comunicação integrados num sistema CRM, da realidade virtual aumentada que vem permitir visitas virtuais aos imóveis muito próximas das presenciais, das aplicações “big data” que tornam possível identificar tendências, necessidades e interesses dos consumidores.

Outras “startups” apresentam uma proposta de valor, baseada no modelo “I- Buying”, que se propõe substituir os profissionais do sector imobiliário. Este modelo através de AVM´S – “Automated Valuation Models”, algoritmos baseados em informações de mercado, disponibiliza aos proprietários uma ACM (avaliação comparativa de mercado) fixando um preço de venda no mercado. Indo mais longe, podem em parceria com fundos de investimento imobiliário, banca e seguradoras, comprar o imóvel pelo preço estabelecido na avaliação realizada. Imóveis que após serem sujeitos a operações de “home staging” ou reabilitação, são colocados no mercado a um preço mais elevado disponibilizando crédito imobiliário, seguros e até serviços de transporte para a mudança, aos seus clientes.

Cliente proprietário com venda “garantida”, cliente comprador com crédito hipotecário “garantido”. Parece perfeito…! Seria a obsolescência planeada do negócio da mediação imobiliária. Essa é uma ameaça real para o negócio imobiliário no futuro. Mas como é que esta ameaça poderá tornar-se uma oportunidade?

A visita aos imóveis e a negociação presencial do melhor preço de compra - venda, são lacunas deste modelo, serviços que a serem realizados por essas “start-up´s” teriam de ser cobrados como serviços extra ao serviço inicialmente prestado, aproximando o valor do comissionamento final cobrado ao cliente ao valor cobrado pelas mediadoras imobiliárias.

Recorde-se a máxima norte-americana: “people make bussines with other people they know, like and trust”. Em que confiaria para realizar o negócio mais importante da sua vida?

Num robô ou assistente de cal-center? “_ Boa tarde, estou a falar com o Senhor…? Senhor … como vai? Aqui fala da … é acerca de… um momento por favor, não desligue vou passar ao colega do departamento de avaliação … por favor não desligue, a sua chamada para nós é muito importante … vou passar ao departamento de negociação …”.

Num agente e consultor imobiliário de proximidade, que acompanha as novidades do sector, informado acerca de todo o processo de compra-venda e conhecedor pleno da sua área territorial de posicionamento. Um consultor imobiliário capaz de antecipar as evoluções do mercado e atender às necessidades dos seus clientes onde quer que eles se encontrem. Que transmite credibilidade aos seus clientes, reconhecido por manter um contacto regular e personalizado, por atender e satisfazer as suas necessidades únicas. Um profissional imobiliário que aposta na sua formação contínua. Que sabe utilizar as últimas inovações tecnológicas disponibilizadas pelas “propetchs” para que possa dedicar grande parte do seu tempo útil aos seus clientes.

Esta é uma ameaça a agentes e consultores imobiliários, ao mercado da mediação imobiliária, que pode ser transformada em oportunidade. Esse é um dos grandes desafios que se colocam no futuro. Nada existe que as “proptech” venham a introduzir, que os operadores do mercado não possam implementar e incrementar. O conceito “all in one” está ao alcance de todos. Com o contributo de todos, Portugal poderá afirmar-se como destino de inovação e competitividade. Um País inclusivo, aberto, seguro, tecnológico que ofereça qualidade de vida e se posicione como destino turístico e imobiliário de referência no mercado internacional.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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