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26 abril 2019

No momento da “prova dos nove”, liderança e governança corporativa fazem a diferença!

Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Ao longo de 20 anos no mercado imobiliário acompanhei e participei em vários ciclos; crise, crescimento e euforia. No mercado ibérico e no Brasil vivenciei todos esses momentos. Em Portugal, nos últimos anos, o mercado turístico e imobiliário sofreu uma enorme transformação e nada será como dantes. Para lá da inovação tecnológica, o enfoque está nos recursos humanos. Existem milhares de consultores imobiliários envolvidos na compra e venda de imóveis, residenciais e não residenciais.

 As agências imobiliárias estão a competir por potencial talento, quer daqueles que se iniciam profissionalmente a partir do zero ou de consultores mais experientes. Hoje assistimos a uma “corrida” para recrutar, integrar e fidelizar esses profissionais. Por diferentes razões, a procura de Mudança por parte destes, poderá significar a abertura a novos desafios, a procura de uma nova agência imobiliária para exercer a sua actividade. Mas o que procuram esses profissionais? O que os impele a um novo compromisso? Seja com uma agência local ou de “nicho”, uma consultora imobiliária internacional ou uma agência integrante de uma rede de franquia. Existem inúmeras opções no mercado. 
Mais comissionamento e melhores condições económicas são importantes mas poderão não ser decisivas. O compromisso de entre- ajuda a ser estabelecido entre as partes, um ambiente acolhedor e estimulante de integração e crescimento profissional, poderão fazer a diferença no momento da escolha. Desde finais da década de 90 que em Portugal, a expansão das redes de franquia internacional e das consultoras multinacionais através aquisições e crescimento orgânico, vieram dar maior credibilidade e garantia da prestação de serviço prometida pelos seus agentes e consultores. Mas para quem se inicia nesta profissão ou para quem ainda não tenha alcançado resultados satisfatórios de forma sustentada, será suficiente uma marca poderosa e a disponibilização de instrumentos de marketing diferenciadores? Se não forem acompanhados por uma gestão comercial de proximidade, trabalho de equipa, formação sólida e contínua, fluxo de “lead´s” clientes proprietários e compradores, laços psicológicos com a empresa, padrões de comportamento e atitudes, de pouco servirão. 

Ao longo de 20 anos no mercado imobiliário, tive o privilégio de conhecer e trabalhar com profissionais imobiliários honestos, íntegros e talentosos. Conheci líderes carismáticos com atitude positiva e bom humor contagiantes. Que pelo seu comportamento ético e competências granjeiam a fidelidade dos seus colaboradores e o respeito dos outros “players” no mercado. Conheci gestores que pela sua atitude e aprimoramento constante encorajaram as suas equipas a segui-los. Assim conseguindo aumentar o desempenho das suas equipas, melhorar a rentabilidade de cada um dos seus membros, estimulando o seu enfoque no crescimento pessoal, proactividade e adaptação permanente à mudança. 

Líderes, gestores, equipas comerciais, consultores imobiliários e outros profissionais que constroem a cada dia, a reputação da sua empresa e uma cultura de desempenho. É essa reputação e cultura corporativa que poderá atrair mais talento. É essa imagem que constitui uma proposta de valor relevante para recrutar e reter os mais talentosos. 
Ao invés, ao longo de 20 anos no mercado imobiliário, também conheci trapaceiros, déspotas e gestores incompetentes escudados em dogmas e relatórios “excel” que transformaram oportunidades de negócio em falácias, mas também alguns bem sucedidos. 

Altivos, excessivamente vaidosos do seu saber e sucesso, afirmam-se à frente do seu tempo, empoleirados nos seus pedestais de imutabilidade pela posição alcançada, não conseguem atrair e reter talento. A arrogância por vezes rende e vão captando pessoas que precisam deles nunca as que eles precisam. Pouco importará, porque no seu entender são peças da sua engrenagem facilmente substituíveis. 

Será que a relação entre ética e sucesso é frágil? Chegou a prova dos nove para comprovar. 

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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