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22 dezembro 2010

O que pode esperar-se do mercado imobiliário em 2011?

Profissionais esperam um novo ano cheio de obstáculos mas também de desafios

O comportamento do mercado imobiliário em 2011 vai estar dependente de diversos factores, mas será a banca e o acesso ao crédito que mais influenciarão a sua dinâmica.

«A evolução do mercado vai depender muitíssimo daquilo que vier a ser o acesso da banca nacional ao financiamento internacional. E nisso influi também o “outlook” positivo ou negativo que tivermos junto dos mercados enquanto país», defende Miguel Ribeiro, director geral da rede Predimed. «Portugal não teve, nem tem, uma bolha imobiliária como os EUA ou a Irlanda, razão pela qual o imobiliário continua a ser um bom investimento para todos os agentes económicos (das famílias aos investidores) e esperamos que isso se traduza num ano de 2011 em crescendo».

Paulo Fernandes, director executivo da Fitamétrica, antevê um ano novo «mais difícil para a maioria das mediadoras tradicionais, principalmente pela dificuldade em comunicar e captar o cliente comprador dado que a sua capacidade de investir em comunicação é diminuta face a uma mediadora que opere em parceria com uma rede de franquia».

Na sua opinião, 2011 será por isso «um ano em que as redes imobiliárias terão forçosamente que se reinventar. Seguramente assistiremos a uma concentração/diminuição dos operadores imobiliários a operar em Portugal. Portanto, 2011 será um ano em linha com os dois anteriores, cheio de obstáculos mas também de desafios. 2011 tem que ser o ano do empreendedorismo, do investimento, da vontade, do querer».

Crise vai entrar em 2011

A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), organização de cúpula que tem como missão unir e representar todo o sector da construção e do imobiliário, considera que a situação que assola o mercado irá marcar a entrada no novo ano.

«A Construção e o Imobiliário estão a viver uma situação limite e entrarão em 2011 a enfrentar a maior crise de que há memória, com uma quebra acumulada de produção que, entre 2002 e 2010, irá superar os 35%, e uma redução no emprego que ascende aos 190 mil postos de trabalho», afirma Reis Campos, presidente da CPCI.

«Chegámos a um ponto insustentável para o sector e para o País, pelo que, Portugal, à semelhança da generalidade das economias, tem de investir nestas actividades para recuperar a economia e o emprego».

Reis Campos sublinha no entanto que a Iniciativa para a Economia e o Emprego, recentemente aprovada em Conselho de Ministros, «elege a Construção e o Imobiliário como uma área prioritária, pelo que as nossas perspectivas para 2011 passam pela capacidade de concretizar e criar um novo dinamismo no sector, que lhe permita afastar-se definitivamente do ciclo recessivo que viveu na última década e conferir ao País um novo impulso. Se for adoptada uma política ajustada, não tenho dúvidas que a Construção e o Imobiliário têm condições para desempenhar, novamente, o seu papel de motor do crescimento económico e da criação de emprego», defende.

Segmentos mais activos

Entre os segmentos que mais se evidenciarão em 2011 estará, segundo Miguel Ribeiro, a habitação nos grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, «esperamos que a revalorização da libra e o crescimento económico no Reino Unido possam trazer a retoma aos mercados turísticos e de segunda habitação. Há que explorar outros mercados para angariar potenciais investidores estrangeiros nomeadamente Brasil, Rússia, China e Índia».

Paulo Fernandes acredita, por seu turno, que os segmentos médio-alto e alto vão destacar-se. «Hoje o mercado está mais refinado, cada vez mais a localização é um factor de escolha para quem compra casa, porque existe mais oferta e o mercado está muito consolidado, com uma oferta muito variada e segmentada. No entanto, os restantes segmentos continuarão activos, apenas com maiores limitações provocadas pela conjuntura económico-financeira».

Novos projectos e dinâmicas de mercado

Quanto a projectos e apostas, a Predimed prevê, para 2011, «continuar a desenvolver no mercado português o projecto PREDIMED 100% (100% da comissão para o consultor) que lançou em Setembro de 2010, e que nos tem feito crescer exponencialmente, quer em número de consultores, quer em número de agências desde essa data».

«A nossa missão é recrutar, formar e manter os melhores consultores do mercado imobiliário, e dessa forma prestar o melhor serviço ao cliente. O conceito dos 100% é utilizado na América do Norte há 40 anos e é base para desenvolver os melhores profissionais do mercado, encarando-os como donos do seu negócio de forma a aproveitar o melhor das capacidades de cada um. À rede cabe o papel de enquadrar e desenvolver as melhores ferramentas para potenciar o trabalho dos consultores. Tudo isto a um preço justo e adequado».

Para a Fitamétrica, 2011 será «o ano» da rede. «Em 2010 passámos por uma fase de reestruturação: reorganizámos os recursos humanos do franqueador, adaptámos o modelo de negócio ao mercado e à conjuntura, melhoramos os aspectos menos conseguidos do nosso serviço aos clientes, e preparámos a estrutura comercial das lojas Fitamétrica para a prestação de um serviço imobiliário que coloca os clientes em primeiro lugar. A par desta reestruturação, avançámos com dois projectos fundamentais para o futuro próximo da rede imobiliária Fitamétrica: a construção de novas instalações, e o lançamento da Academia 360º, que se dedicará a formar os nossos consultores e restantes colaboradores para se tornarem profissionais do sector imobiliário».

Reabilitação em alta em 2011

O tema marca a agenda política e, para a CPCI, marcará também o ano de 2011.

«Tendo em conta as prioridades estratégicas apontadas pelo Governo em resultado do diálogo que temos mantido, destaca-se, naturalmente uma forte expectativa para o comportamento das actividades associadas à reabilitação urbana, uma vez que é uma área que necessita de intervenção urgente e, simultaneamente, é capaz de rapidamente criar emprego e dinamizar toda a economia», refere Reis Campos.

Da mesma forma, também a «adequação da Lei das Rendas, a criação de incentivos e novos instrumentos para o financiamento das operações de reabilitação, e a simplificação administrativa, são medidas que constam do estudo apresentado pela Confederação da Construção e do Imobiliário que está a ser discutido com o Governo, e que têm condições para ser concretizadas já no início de 2011 de modo a gerar actividade no segmento da construção de habitação, que representa cerca de 60% da mão-de-obra do sector e é o mais penalizado pela actual crise».

A CPCI espera ainda que, «a par da concretização de investimentos prioritários, a reavaliação dos grandes projectos de investimento, acordada entre o Governo e o maior partido da oposição, permita, de uma vez por todas, a necessária clarificação e uma adequada calendarização das obras que têm vindo a ser sucessivamente anunciadas, mas que tardam em arrancar».

Fonte: CASASAPO

Total de comentários:1Comentários

(22 dez 10 05:33) Anónimo

2011 dificil para o mercado imobiliário, mas com esperança.

A construção e o imobiliário em 2011 continuará em dificuldade, mas esperamos que no final deste, a nossa economia comece a dar indícios de recuperação e poderemos assim respirar com mais segurança. Igualmente difícil para toda a mediação imobiliária, quer tradicional ou rede de franquia. Enquanto que a chamada mediação tradicional investe apostando na fidelidade do cliente, que por sua vez origina uma solidez que lhe permite uma estabilidade em linha recta em fases de crise. As mediadoras franquiadas apostam mais no cliente final. Como na moda em que há a clássica que se usa sempre e a moderna que no ano seguinte já não se usa, embora a novidade ofereça muito engodo.

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